Carlos Britto

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Guilherme Coelho e o sabor amargo da eleição

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Guilherme4O vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho (PSDB) prepara-se para experimentar o lado amargo de disputar uma eleição contra o lado político do prefeito Julio Lossio (PMDB).

Isso se Guilherme já admitir que o clima, se não é guerra, já é de completa animosidade. Os secretários de Lossio ja mostraram que não se bicam com o vice e devem caminhar em outra direção nas eleições de outubro.

O fato é que Guilherme nunca impôs seu grupo, de fato e de direito, na administração municipal, ficando sempre com indicações menores na máquina administrativa, tanto é que, ao seu lado, tem apenas o fiel companheiro Ronaldo Silva (PSDB), vereador com as horas contadas se depender da vontade do grupo do prefeito.

Quem aposta contra, pode começar a comentar ou simplesmente contar as horas para que isso aconteça. É isso ai.

Enquanto isso…

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A palavra que não vale e o “nhem nhem nhem” da política de Petrolina

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Prefeitura1Os secretários municipais de Petrolina voltaram atrás e reassumiram os seus postos. A decisão irrevogável não era tão irrevogável assim, afinal. Exatamente como Ronaldo Silva nao deixará de ser vereador e como Ednaldo Lima não voltará à mesma Casa Plínio Amorim.

Ednaldo, aliás, é mestre em voltar atrás de decisões tomadas: dessa vez ele afirmou que não aceitaria ser secretário de jeito nenhum e ainda voltaria à Câmara para pavimentar sua candidatura a presidente da Casa Plínio Amorim.

Como disse antes, tomara que agora tenham compromisso com a cidade, e não tão cegamente com os seus grupos políticos. Petrolina é maior do que todo esse “nhem nhem nhem” político. É isso aí.

Enquanto isso…

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Há 20 anos Petrolina perdia o talento de Juarez Farias

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foto 1Hoje faz 20 anos que Petrolina perdeu um dos mais importantes rádio-jornalistas de sua história. Juarez Farias militou por muitos anos na Emissora Rural e foi referência profissional de sua geração.

Voz clara, redação precisa e gestos nervosos eram características suas. Profissional respeitado e admirado, era justo e letal em suas colocações. Infelizmente ele faleceu em um trágico acidente automobilístico, depois de um jogo da Copa do Mundo de 1994.

Tive o prazer de conhecê-lo e trabalhar ao seu lado ainda no início de minha trajetória profissional. Junto com vários colegas que o conheceram, deixamos aqui nossa homenagem.

Artigo do leitor: Professora e jornalista faz análise sobre conjuntura política de Petrolina

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A instabilidade politica em Petrolina tem criado fatos inusitados e, por vezes, surpreendente. A professora e jornalista Vera Medeiros conta um pouco dessa historia através de 3 personagens: Osvado Coelho (DEM), Julio Lossio (PMDB) e Guilherme Coelho (PSDB) que, recentemente, tiveram seus laços políticos abalados pela candidatura de Guilherme a deputado federal e o declarado apoio de Osvaldo a Fernando Bezerra Coelho. Confiram:

“Luiz, respeita Januário!”

 Nos últimos dias, quando o chamado “dinamismo político” volta a dar sinais de sua robustez em Petrolina – com diversas pedras removidas de canto a canto-, uma figura posta no centro da polêmica chamou, inevitavelmente, a atenção: o ex-deputado federal Osvaldo Coelho (DEM).

É inegável: independente da ideologia política que qualquer um tenha ou venha a ter, não dá para ignorar a relevância da figura do ex-deputado Osvaldo Coelho para Petrolina e para todo o sertão pernambucano. Com mais de 40 anos de atuação no Legislativo, sua trajetória se confunde com a própria história do crescimento de Petrolina.

Mas parece que algumas de suas “criaturas” no cenário político petrolinense esquecem-se de respeitar a história de Osvaldo Coelho.

Candidato a deputado federal no chapão liderado pelos socialistas- a Frente Popular-, o atual vice-prefeito de Petrolina e filho de Osvaldo, Guilherme Coelho (PSDB) recebeu, publicamente, o apoio do pai, que estendeu apoio ao candidato da majoritária Paulo Câmara (PSB) e ao candidato ao Senado. Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Pelo tal ‘dinamismo da política’, isso deveria se tomar como algo natural no atual contexto (afinal, PSDB e PSB tornaram-se parceiros na gestão de Pernambuco e trabalharam coligações para as eleições de 2014). No entanto,a decisão de Osvaldo Coelho rendeu pronunciamentos que culminaram no termo “traidor”- palavra que parece ser forte demais, sobretudo se considerada de onde partiu.

Criador do neo-político Julio Lossio (PMDB), Osvaldo Coelho fez de sua “criatura” vencedora duas vezes, em Petrolina, sobre adversários históricos. E até quando a popularidade do prefeito despencava por diversos episódios administrativos, bem pouco elogiosos e, em muitos casos, bastante suspeitos, Osvaldo Coelho não desvinculou sua imagem do gestor – sabia da sua responsabilidade de “criador” sobre sua “criatura”.

Esperava a reciprocidade. Não a teve. A candidatura da primeira-dama do município a cargo de deputada federal – anunciada antes da candidatura de Guilherme Coelho- parece ter característica de que Lossio não soube corresponder à fidelidade de Osvaldo Coelho.

Parece ser indelével a Lossio tentar colocar-se ao centro do seu próprio umbigo, politicamante. Primeiro, mesmo sendo eleito para o primeiro mandato com o apoio de Jarbas Vasconcelos, virou-lhe as costas na primeira oportunidade e hoje apoia Armando Monteiro (PTB).

Além disso, algo bem interessante tem acontecido: o apoio do prefeito e do seu grupo ao candidato Lucas Ramos (filho de Ranilson Ramos), do PSB, o mesmo partido de Fernando Bezerra.

Então, e sobretudo pelo último detalhe expresso, fica complexo compreender a atribuição do termo “traidor”.

Em recente entrevista veiculada com a primeira-dama Andréa Lóssio, esta afirmou:”Sei que até grandes homens como Osvaldo podem errar”.

E, caso se considere o estado em que Petrolina se encontra, depois de 6 anos de mandato de Julio Lóssio, pode-se ser categórico em dizer: Osvaldo errou mesmo!

Mas essa rasura em sua história não se sobrepõe ao seu valor histórico como homem público.

Por isso, a analogia dessa leitura política com a história da música de Luiz Gonzaga, que intitulou este artigo, se faz legítima.

Contam os historiadores que, “quando voltou pela primeira vez ao sertão, 16 anos depois e já famoso no Rio de Janeiro, o povo de sua terra estranhou Luiz Gonzaga fazendo pose de artista, com aquela sanfona prateada toda incrementada, de 120 baixos” – como se colocando superior ao seu pai, sanfoneiro antigo, Januário. Então, Jacó, um sertanejo amigo da família, advertiu Gonzagão ao pé do palco: “Luiz, respeita Januário!”. 

Assim, além de não ter os 120 baixos de Gonzagão, o grupo de Lóssio também não tem gabarito suficiente para tentar rotular Osvaldo Coelho de “traidor”.

Reconhecendo ou não Lóssio e seu grupo, o valor histórico de Osvaldo Coelho merece respeito.

Precisam lembrar mais esse exemplo vindo da arte de Gonzagão:

“Luiz, respeita Januário!”

Vera Medeiros/ Jornalista e Professora

 

Prefeito interino de Petrolina se diz perplexo com demissão de secretários e apela para que voltem ao trabalho

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É grave a crise institucional na Prefeitura de Petrolina. Primeiro a cirurgia e o afastamento do prefeito Julio Lossio (PMDB); depois o julgamento do processo de cassação do seu mandato, adiado por mais um mês; o vice-prefeito Guilherme Coelho, que quer ser deputado e não assumiu; o presidente da Câmara de Vereadores que assumiu o poder, pressionado pela situação e pela oposição para que tome posicionamentos políticos; e agora a demissão coletiva de todo o secretariado.

Mas o prefeito interino Osório Siqueira (PSB) garante que queria apenas governar sem maiores sobressaltos, controlando, ao menos, as finanças e a procuradoria. Um direito mais que compreensível.

Ao Blog, Osório se mostrou surpreso com a decisão dos secretários e soltou uma nota na qual se diz perplexo e apela para que todos voltem ao trabalho, a bem da governabilidade e do compromisso com Petrolina. Leiam a nota:

Nota (573x800)

Coisas que se recebe pela internet…

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Osório nomeia advogados para cuidar das finanças e da procuradoria e secretários de Lossio podem entregar cargos

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O prefeito interino, Osório Siqueira (PSB), ainda está tateando para encontrar o caminho na Prefeitura de Petrolina. Ao contrário do anunciado, o servidor Edilson Nunes não assumirá a Secretaria de Finanças. Em seu lugar ficará o advogado Raimundo Dias, que trabalha com Osório na Câmara.

O também advogado Dácio Martins deve assumir uma assessoria especial na Procuradoria Municipal e deverá ser os olhos de Osório ali.

Isso se não houver mudanças mais drásticas, já que todos os secretários do Governo Lossio vão conceder uma entrevista coletiva daqui a pouco, às 17h. Segundo informações, devem entregar os seus cargos coletivamente.

Em seu novo grupo político, Dr.Pérsio mostra força e traz aliado histórico de Osvaldo para apoiar Miguel Coelho

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IMG_0167O vereador de Petrolina, Dr.Pérsio Antunes (PMDB), mostrou que não entra em briga de brincadeira. “É na vera”, afirmou ao Blog.

Para provar que realmente não está brincando, pegou seu candidato a deputado estadual, Miguel Coelho (PSB), para uma conversa com o neurologista José Carlos Moura, amigo de uma vida do ex-deputado Osvado Coelho (DEM) e do prefeito Julio Lossio (PMDB), de quem é médico particular. E teria conseguido o apoio de Moura ao socialista.

E tem mais gente para chegar. Estou só começando”, sentenciou Dr.Pérsio.

Enquanto isso…

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frank

O que eles disseram…

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O que eles disseram - Ronaldo Cancão

A política de Petrolina e o apelo publicitário

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prefeitura CopaA decisão do vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho (PSDB) de manter a candidatura a deputado federal marchando convicto com a Frente Popular não causou tantos estragos entre os amigos do prefeito Julio Lossio (PMDB). O anuncio do seu pai, ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM), de que apoiaria Paulo Câmara (PSB) e seu sobrinho e adversário histórico, Fernando Bezerra Coelho (PSB), foi a pancada que doeu mais. E doeu com força.

O anúncio de Dr.Osvaldo provocou a ira de muitos “aliados” de Lossio e uma avalanche de críticas e acusações de toda sorte contra o ex-deputado. Tiveram o cuidado de espalhar panfletos, comentários nas redes sociais e matérias nos sites patrocinados pela prefeitura, chamando o anúncio de traição. De uma hora para outra parece que perdeu todo valor. Há apenas dias ele era imaculado.

Mas quem pensa que tudo vai parar por aí, está muito enganado. Podem esperar outras declarações chorosas, emocionadas e carregadas no tom emotivo para comover os mais desavisados. Faz parte do script já usado com resultados comprovados.

Mais que matéria ou carta de desagravo, será apenas mais uma peça publicitária. Nada mais do que isso.

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