Velho Chico: 520 anos de história e de paixão dos ribeirinhos

por Carlos Britto // 04 de outubro de 2021 às 18:55

Foto: Blog do Carlos Britto/arquivo

Nesta segunda- feira, 4 de outubro, é dia de celebrar os 520 anos do Rio São Francisco. Batizado de “Opará” (ou rio-mar) pelo povo indígena que habitava em suas margens, ganhou o nome oficial em homenagem ao dia de São Francisco de Assis, também comemorado nessa data.

Mas essa grande dádiva dos ribeirinhos também carrega outras alcunhas. Uma delas, o “Rio da Integração Nacional”; a outra, e a mais carinhosa de todas, o “Velho Chico”.

Rio genuinamente brasileiro, o São Francisco é uma das maiores riquezas das duas principais cidades do Vale, Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) e dono de uma beleza exuberante. As águas que passaram a levar o nome do santo do amor aos pobres e ribeirinhos percorrem  as regiões do Sudeste ao Nordeste com sua nobreza levando esperança para as regiões semiáridas e a caatinga.

Tem um dos mais importantes cursos de água do Brasil e da América do Sul, passando por cinco estados e 521 municípios, sendo sua nascente geográfica no município de Medeiros e sua nascente histórica na Serra da canastra, no município de São Roque de Minas (centro-oeste de Minas Gerais).

Seu curso atravessa os estados de Minas Gerais e da Bahia, marca ao norte a fronteira entre a Bahia e Pernambuco e constitui a divisão natural entre os estados de Sergipe e Alagoas desaguando no Oceano Atlântico.

Tamanha história e importância enfrenta hoje uma grave questão ambiental. O Velho Chico vem sendo ‘sufocado’ por problemas como assoreamento e esgotos despejados in natura em suas águas.

Uma parte da sociedade tenta fazer sua parte, a exemplo da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Petrolina, que desenvolve um projeto com estudantes da rede municipal para conscientizar, de cedo, a turminha a preservar essa riqueza.

Diagnóstico

Ex-vereador da Casa Plínio Amorim, Ronaldo Cancão também faz o papel do beija-flor naquela conhecida parábola do incêndio na floresta. Recentemente ele chegou de uma longa viagem de milhares de quilômetros, percorrendo o Estado de Minas Gerais até chegar à nascente do Velho Chico. O objetivo foi de fazer um diagnóstico sobre a origem dos problemas de poluição que afetam o rio. Cancão pretende fazer um documentário de sua viagem e entregar um relatório nas mãos dos governantes da Bahia, Pernambuco e Minas.

Essa defesa tem de ser de todos, não apenas de Cancão ou de prefeituras. Mas o primeiro passo precisa ser dado, e esses exemplos em defesa do rio não podem deixar de ser abraçados. Pelo bem do povo ribeirinho!

Velho Chico: 520 anos de história e de paixão dos ribeirinhos

  1. O POVO TÁ DE ÔLHO disse:

    Ao longo do rio, em particular nos trechos de curvas, existe muito material depositado, ou melhor muito material arenoso, isto é areia. Temos certeza que existem pessoas, empresários do ramo da construção, que poderiam explorar esses areais, inclusive podendo render dividendos monetários para os Municípios, mas com certeza o imbróglio ambiental não incentiva ninguém. Depois falam em assoreamento, taí a solução, deixem os empresários retirarem a areia e rio o será desassoreado sem custos para os Municípios. Quem mais emporcalha o rio, são as Companhias de saneamento que não tratam os esgotos, e o povo também contribui, jogando tudo que não presta dentro do rio. Ah! existem também os matadouros, abatedouros, na sua maioria Municipais. Também tem as fábricas que poluem muito.

  2. Alves disse:

    Obs.520 anos de “descoberto”.

  3. Elito Hora Fontes Menezes disse:

    Salve o velho Chico, Rio de benevolência mil, protetor ao invés de protegido, hoje, detentor de força para enfrentar os perigos que o atropelam a todo instante, sem perder seu rumo. Se perguntarmos quem é ou são o inimigo ou os inimigos desse benevolente alimentador de vidas que o acompanham há séculos, parece fácil mas não é. Só tenho certeza que seu principal defensor só poderá ser o homem, figura que se transforma como mágica quando se torna um interesseiro de poder, condutor de maldades, despreparado para exercer o bem da humanidade. Basta de culpamos somente quem a própria sociedade delega poder permanente ou temporário pois isso é conivência ou no mínimo covardia.

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