Jair Bolsonaro sobre Dilma e futuro do Brasil: “Tirando ela, tudo vai se resolver”

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bolsonaro - foto agência brasilCom exclusividade, o Programa ‘Manhã no Vale’, da Rádio Jornal Petrolina, entrevistou hoje (29) o deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Polêmico como sempre, ele falou sem rodeios de questões como ditadura, Governo Dilma, homossexualidade e a seca que atinge o País, além de suas pretensões futuras para o Brasil.

Bolsonaro destacou  que, apesar da crise que o país enfrenta, ainda acredita “num bom futuro” e que a população já está consciente sobre as questões que envolvem o Poder. “Se eu não acreditasse [no futuro do Brasil], já teria saído daqui. A população está se conscientizando sobre a grande teia demagógica que foi envolvida pela questão do Poder, que prega apenas a demagogia, a farsa, a roubalheira que está aí”, afirmou Bolsonaro.

Defensor do período militar no Brasil, Bolsonaro afirmou que grande parte da mídia mente sobre os fatos. “Grande parte da mídia mente descaradamente sobre o que foi aquele período. A família era respeitada, o policial era policial, e bandido era bandido(…)Não temos mais credibilidade pra nada”, disse.

Sobre os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado – que foi um dos primeiros a pedir a saída da presidente do Poder, mas não teve o seu pedido aceito – disse que “não existe corrupto sem corruptor. Quem comprou o apoio do Congresso Nacional foi o poder Executivo(…)se tirar Eduardo Cunha [presidente da Câmara] agora, o governo vai jogar pesado para eleger um presidente dele, que simplesmente engavete todos os pedidos de impeachment contra Dilma. O problema é a presidente da República. Tirando ela, tudo vai se resolver normalmente”.

Pré-campanha presidencial?

Bolsonaro está participando de encontros em diversas capitais do País e já é tido com um pré-candidato à presidência da República – ele estará no Recife, no próximo dia 6 de novembro. No entanto, desconversou sobre o assunto. “A intenção é sentir a temperatura do povo de Pernambuco. O retrato que eu tiro disso tudo é que o povo quer mudança”, disse.

Bolsonaro ainda falou das questões polêmicas envolvendo homossexualidade e o chamado “kit gay”. Ele disse que sua briga não é contra o homossexual, e sim contra o material escolar que, de acordo com ele, incentiva às crianças a se tornarem homossexuais.

O deputado destacou também a questão do Porto de Suape, em Pernambuco, e disse que Lula e Dilma preferiam investir num porto em Cuba, onde têm como amigo Fidel Castro.

Sobre a questão do Rio São Francisco, Bolsonaro disse ter conhecimento sobre o assunto, mas a seca é um problema de todo o País e tudo seria resolvido com “planejamento”.

Acompanhe abaixo a entrevista completa com Jair Bolsonaro:

8 COMENTÁRIOS

  1. Esse cara é um doente. Infelizmente no Brasil vive-se uma política de “ações de bolsa”, as pessoas só apoiam o que está em alta, no fim radical por radical é a mesma coisa.

  2. Claro que para ele vai se resolver. Pois tirando a Dilma, quem assumir o lugar dela vai ter que ficar bem quietinho, nas mãos dele e de seus colegas, pagando os famosos mensalões para eles deitarem e rolarem em cima do povo, vai ter que mandar a polícia Federal ficar quietinha, o Procurador guardar todos os processos que há contra eles, aí fica tudo no céu de brigadeiro. Mas para desespero desse sujeito e seus colegas, ela fica até o final. E o povo deveria abrir os olhos para enxergar o que é que está por trás dessa guerra toda para tirá-la do poder.

  3. Fernando Henrique Cardoso e Lula que digam o que sofreram nas mãos desse povo para poder governar alguma coisa. Aliás, seria muito bom ler o livro que o FHC está lançando contando os seus dias de governo e a sua relação com o Congresso. Aos poucos ele está falando em entrevistas o que sofrera nas mãos dos congressistas.

  4. Não vai se resolver, deputado! Ela é só uma peça do sistema que drena nossas riquezas a cada ano, assim como você. Para resolver, a população teria que mudar muitos velhos conceitos. O principal é assumir sua responsabilidade como eleitor e cidadão, ao invés de simpesmente se omitir votando em qualquer um que chegue com idéias revolucionárias ou frases de efeito. De idéias e discursos já estamos cheios. Se houvesse rede social na época da ditadura e o deputado fosse quisesse aparecer falando em golpe, com certeza já teria recebido uma visita dos militares

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