Hoje completam-se 32 anos da morte de Dom Campelo, 4º bispo da Diocese de Petrolina

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A data de hoje é especial para os católicos de Petrolina. Foi no dia 10 de setembro de 1988 que Dom Campelo Aragão, quarto bispo do município, foi em definitivo para sua morada da paz. Entre as importantes ações do líder religioso estão a fundação da Emissora Rural e do Instituto Social das Medianeiras da Paz.

Uma breve cronologia da vida de Dom Campelo pode ser conferida nesse texto enviado ao Blog. Boa leitura:

Conheça a vida e obra de Dom Campelo de Aragão

Na data de hoje recordamos a vida de Dom Antônio Campelo de Aragão que nasceu em 05/12/1904 em Garanhuns e faleceu em 10/09/1988 em Araripina. Há 32 anos este servo de Deus foi chamado para a Morada Eterna e deixou na terra um legado de amor ao próximo.

Ordenado sacerdote em 05 de julho de 1936 na basílica de Maria Auxiliadora, em Turim, Itália, Dom Campelo de Aragão retornou ao Brasil no ano seguinte. Nos anos 1939 a 1942, assumiu a direção do Colégio Padre Inácio Rolim em Cajazeiras-PB. Naquela cidade conquistou espaços deixando florescer o talento de batalhador e empreendedor corajoso na administração do Colégio e na construção do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Dedicou-se à administração do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Aracaju-SE nos anos 1943 a 1945. Em seguida, foi enviado, por sua Congregação Salesiana, como Diretor do Colégio Salesiano de Fortaleza-CE e pároco da Igreja da Piedade, onde construiu as Escolas Profissionais Dom Bosco. Escolhido por Deus para exercer na sua Igreja o Ministério Episcopal, sendo nomeado pelo papa Pio XII em 05/06/1950, Bispo Auxiliar Dom Aquino Correia, Arquidiocese de Cuiabá-MT. Foi ordenado bispo aos 13 de agosto do mesmo ano em Fortaleza-CE.

Em 18 de dezembro de 1956 foi nomeado pelo Papa Pio XII para exercer o Ministério Episcopal, sendo bispo diocesano de Petrolina, no sertão pernambucano. Em Petrolina, enfrentou e venceu desafios, impulsionado pela força da fé e um incansável desejo de expandir o Reino de Deus. Deixou para a Diocese grandes marcos de evangelização e serviços sociais, como: a Organização do Departamento de Ação Social Diocesano para assistência social e educacional, a Emissora Rural: A Voz do São Francisco, a construção da Vila São Francisco para os pobres e vítimas da enchente em 1957; realizou o 1º Congresso de Ação Católica de 3 a 7 de junho de 1962, comemorando o 1º Centenário da Criação da Paróquia N. S. Rainha dos Anjos; a construção e inauguração do Pavilhão do Lenho – Instituto São José e Cine Massangano – que hoje é chamado Centro Cultural Dom Bosco; a ampliação do Centro Social Pio XI, a implantação das Legiões agrárias e círculos operários no interior da Diocese em 1961, a realização do primeiro Congresso de Ação Social de Petrolina, por ocasião do centenário da Igreja matriz, Nossa Senhora Rainha dos Anjos; a construção e inauguração do Hospital e Maternidade Santa Maria em Araripina (em 1959), o Centro Social de Araripina em 1962 e a Escola Normal Dom Malan em 1967, inaugurou o Centro de Treinamento Diocesano de Petrolina em 28 de Março de 1971, construção do Hospital de Santa Maria da Boa Vista em 1971, implantou as decisões do Concílio Vaticano II na Diocese.

Percebendo a extensão da Diocese e a carência de sacerdotes, fundou duas congregações religiosas: As Mensageiras de Santa Maria, em 1º de julho de 1957 e as Irmãs Medianeiras da Paz em 10 de dezembro 1968. Após servir por 18 anos na Igreja de Petrolina, voltou para sua congregação Salesiana, passando a residir na comunidade do colégio salesiano de Salvador nos anos de 1975 a 1988. Mesmo doente realizou diversos trabalhos no campo da Evangelização e na animação vocacional. Neste tempo dedicou-se de modo especial à formação na Congregação das Irmãs Medianeiras da Paz, e fundou em 12 de outubro de 1984 a Associação das servas Medianeiras da Paz, para o serviço da Evangelização, seguindo a Espiritualidade, o Carisma e a Missão das Irmãs Medianeiras da Paz.

Faleceu em 10 de setembro de 1988 em Araripina – PE. Está sepultado na Igreja Catedral de Petrolina-PE, ao lado do primeiro bispo D. Antônio Malan, salesiano.

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