Gilberto Melo ratifica críticas a Governo de Pernambuco na questão da Apami e alfineta oposicionista Gabriel Menezes

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Mesmo reconhecendo o enorme sacrifício feito pelo diretor-presidente da Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami), Augusto Coelho, em meio às dificuldades financeiras da instituição para manter o tratamento de pacientes com câncer, o vereador e presidente da Comissão de Saúde da Casa Plínio Amorim, Gilberto Melo (PR) não escondeu sua preocupação. A este Blog, ele disse ter acreditado que o anúncio feito pelo então ministro da Saúde, Gilberto Occhi, no último dia 25 de novembro, em sua visita a Petrolina, fosse o fim dos problemas. Mas estava enganado.

Na ocasião, Occhi celebrou convênio com o Estado com vistas a credenciar o Hospital Dom Tomás como uma Unacon (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), além de liberar mais seis leitos da unidade. Também ficou de aumentar o teto mensal de repasses à Apami, que administra o Dom Tomás, por meio do Estado.

O problema, segundo Gilberto, é que o Governo Paulo Câmara ainda não cumpriu com sua parte: o processo de credenciamento está atrasado, os leitos não foram liberados e o repasse mensal de recursos está bem aquém do que a Apami precisa. Por outro lado, o Dom Tomás é obrigado a atender uma demanda de nada menos que 63 municípios – entre Pernambuco, Bahia e Piauí. “A gente vê o clamor da população para ser atendida, mas o hospital não tem a estrutura para atender toda essa demanda (…) Achei que não fosse ver mais as pessoas indo para Recife, sofrendo dentro de um ônibus, para fazer tratamento”, desabafou.

De acordo com Gilberto, o Dom Tomás deveria ficar apenas com pacientes da alta complexidade, mas os recursos repassados pelo Estado são para casos de baixa complexidade, que deveriam ser atendidos pelo Hospital Dom Malan (HDM). “Só que são atendidos pela Apami. Os recursos de R$ 748 mil que a Apami recebe são para atender a baixa complexidade, e ela está atendendo hoje a baixa e a alta complexidade, e ainda assim atinge a meta e poderia ter recebido pelo que faz a mais. Não recebe. São R$ 214 mil a mais, no mês passado. Todo mês é assim, e eles não deixam de atender”, revelou.

Críticas

Mesmo sem querer polemizar quanto às declarações do deputado estadual Lucas Ramos (PSB), que enviou nota ao Blog afirmando não existir pendências do Estado com a Apami, o vereador desafiou: “Quem diz que está tudo em dia, tudo uma maravilha, é só vir fazer uma visita com a Comissão de Saúde e dizer isso a Dr.Augusto, a nós, à população”. Gilberto citou o caso da mãe de uma criança com leucemia, cujo tratamento chega a R$ 19 mil, mas a Apami recebe apenas R$ 11 mil pelo SUS. “Será que estamos levantando falso? estamos falando a verdade”, criticou.

Continuando no seu tom crítico, Gilberto também não poupou o vereador de oposição Gabriel Menezes (PSL), o qual disse na sessão de ontem (28/02) da Casa Plínio Amorim que os governistas querem fazer dessa questão da Apami “um palanque político”. “Ele faz parte do Governo Bolsonaro, mas parece que quer desembarcar e ir para o Governo do Estado, porque deu a atender que a Apami não precisaria mais de ajuda. Não estamos fazendo palanque político. Será que quando ele vai a Simpatia, a Caroá, mostrar uma placa e dizer que a obra não está chegando, isso não é palanque político? Nós fazemos diferente dele. Sentamos com o prefeito Miguel Coelho, com o autor da emenda, para ver a dificuldade onde está e resolver a questão”, completou.

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