Campanha majoritária de Pernambuco e as explicações a serem dadas ao eleitorado

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Com a chapa das oposições definida em Pernambuco, as expectativas se voltam agora para o governador Paulo Câmara (PSB), que vai tentar a reeleição.

Se depender dos socialistas, uma nova aliança com o PT será sacramentada, em que pese a vereadora do Recife, Marília Arraes, ainda sonhar com a candidatura própria dos petistas na disputa ao governo estadual. Caso isso não aconteça e fique valendo a aliança, a campanha deste ano poderá ser baseada em explicações dos dois campos políticos.

De um lado, o pré-candidato a governador pelas oposições, Armando Monteiro Neto (PTB), terá de justificar o porquê de ter abraçado o projeto dos algozes da ex-presidente Dilma Rousseff, a quem ajudaram a derrubar do poder. Do outro, Paulo Câmara também vai precisar ser bem claro ao eleitorado sobre o que o fez unir-se novamente aos petistas, se o PSB teve a maioria dos seus quadros que também apoiaram o impeachment de Dilma.

E o que dizer dos petistas, então? Para os mais pragmáticos, a aliança seria uma forma de evitar a tragédia ocorrida há quatro anos, quando o partido ficou sem representação na Câmara Federal. Resta saber se os pernambucanos vão aceitar essa justificativa.

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