Artigo do leitor: “Atividade policial e a inversão de valores em Casa Nova”

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Polícia Militar BahiaUm fato ocorrido recentemente em Casa Nova, no norte da Bahia, levou o leitor do Blog, Francisco Sabino, a questionar se a atuação da polícia em relação à abordagem aos cidadãos, ao invés de ser criticada, não deveria ser reconhecida.

Confiram:

Ultimamente temos visto questões alarmantes em grande parte da nossa sociedade brasileira. Esta, movida pela ignorância, vê o papel da polícia como algo insignificante, quando a preocupação é manter os seus familiares intocáveis quando o assunto é abordagem, mesmo quando estão sob suspeita devido às infrações.

Em Casa Nova-BA, bem como em outras cidades da região, vê-se que há muitos jovens e adolescentes infratores, quando o assunto é trânsito. Alguns usam as vias públicas para os seus shows de equilibrismo ao empinar suas motos e bicicletas nos centros das pistas (o famoso ‘grau’). E isso acontece geralmente em frente às escolas ou nas proximidades delas, na chegada ou saída dos alunos. Arrisco-me a dizer que são as vaidades da fase adolescente e jovem.

Não que isso seja uma manifestação positiva, pois diferente do passado, quando a diversão era unir-se em praças e ruas para brincarem em grupos, conversarem, namorarem, hoje eles querem se divertir de forma que não trazem conforto aos demais condutores e pedestres que trafegam nas vias, que volto a dizer: são públicas, portanto, dá-se o direito de trafegar com segurança a todos, pedestres e condutores. Quem assim não o fizer, pode e deve ser abordado pela polícia para que haja conscientização e garantia dos direitos e deveres de todos.

Bicicletas devem ocupar as ciclovias, ciclofaixas ou acostamento. Portanto, quem treina em rodovias deve ocupar o acostamento (Art. 58 do CTB). Se não houver essas opções, deverá seguir pelo bordo da pista, no mesmo sentido dos demais veículos; nunca na contramão.

De acordo com o artigo 255 do CTB, conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta é infração média, com penalidade de multa e medida administrativa de remoção da bicicleta.

O art. 175 do CTB rege informações sobre direção perigosa quando explicita que não se deve usar veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento do pneu, trazendo como definição de infração a gravíssima, onde a pena é de multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo.

No que diz respeito à velocidade, o Art. 311 diz que trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano:

Penas – detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

Quanto a abordagem policial:

– A polícia pode abordar as pessoas e revistá-las sempre que presenciar alguma atitude suspeita.

– Se você for parado pela polícia, alguns comportamentos podem ajudar a impedir que a situação se transforme em conflito:

– Fique calmo e não corra;

– Deixe suas mãos visíveis e não faça nenhum movimento brusco;

– Não discuta com o policial nem toque nele. Não faça ameaças ou use palavras ofensivas.

A não obediência às normas constituintes levam às consequências, e estas sempre são desagradáveis a quem as usufrui. A abordagem, bem como a revista pessoal, é constituinte ao policial, e o cidadão de bem não deveria questionar isso, pois, ninguém tem uma marca na testa indicando quem é bom ou ruim. Viu fundada suspeita, deve-se abordar.

Indo em contrapartida ao que foi postado em um Blog que trata do assunto em questão em Casa Nova-BA, que repudia a ação policial a um adolescente, estive presente no momento e o que vi foi uma abordagem policial dentro dos padrões legais e não houve agressão, que por si só já seria violenta caso houvesse.

Não houve pontapés e socos, conforme mencionado, nem abuso de autoridade e racismo (ao falar do crime de racismo por parte dos policiais, a autora do texto mostrou desconhecimento do fato, pois um é mulato, o outro, de pele negra, e não expressaram algo que viesse a tê-los como racistas), muito menos atitude irresponsável, tendo em vista que os policiais tinham dado ordem de parada ao adolescente, que anteriormente havia empinado a bicicleta no centro da via pública, dificultando assim o tráfego. Na realidade o que vi naquela tarde foi policiais abordando jovens e adolescentes infratores, conscientizando-os do mal papel de cidadãos e aos menores, ligavam para que os pais viessem tomar conhecimento e educadamente os liberava juntamente com suas bicicletas.

Os adolescentes de hoje serão os adultos de amanhã, que terão motos, carros… e não somente bicicletas, trazendo riscos aos demais usuários das vias.

Por fim, deixo aqui uma reflexão: Estamos dispostos a ver nossos filhos e filhas mortos embaixo de carros por causa de condução grosseira de veículos? Estamos preparados para não receber os policiais, que chamamos de irresponsáveis e violentos quando estivermos em apuros?

Quem não aceita o trabalho da polícia e tenta jogá-la contra a sociedade, ou o inverso, são pessoas que apreciam a ilegalidade.

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.

 Provérbios 22:6.

“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (PROVÉRBIOS 22:15)

Francisco Sabino/Leitor

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