Após grande incêndio que devastou áreas de caatinga na zona rural de Curaçá, moradores criticam bombeiros e instituição rebate

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Após passarem por momentos de pesadelo causados por um incêndio de grandes proporções que atingiu áreas de caatinga próximas a fazendas no Distrito de Riacho Seco, zona rural de Curaçá, norte da Bahia, os moradores da comunidade criticaram o Corpo de Bombeiros de Juazeiro. Segundo informações repassadas a este Blog, os profissionais teriam se recusado a atender a ocorrência e os próprios moradores precisaram se virar para apagar as chamas.

O incêndio abriu uma clareira de mais de 1 km na caatinga, destruindo a fauna e a flora local, além de ameaçar criações de gado. A fumaça se espalhou por léguas, afetando os habitantes da área de sequeiro, onde a maioria é formada por idosos, que por pouco não perderam suas casas. Segundo informações repassadas ao Blog, muitos deles tiveram problemas de saúde em virtude da fumaça.

Foram quilômetros de vegetação afetada pelo incêndio. Por sorte uma mutirão de mais de 500 pessoas, junto a carros-pipas da localidade e máquinas, conseguiu conter o incêndio”, declarou um morador.

Resposta

A reportagem do Blog entrou em contato com o 9º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), que assegurou que a informação sobre uma suposta recusa da corporação em atender a ocorrência é improcedente. O 9º GGM ressaltou que, desde as primeiras horas da manhã de hoje (24), está com uma equipe em Riacho Seco para debelar as chamas, porque o protocolo mundial impede os bombeiros de combater incêndios à noite – e os registrados em Riacho Seco começaram no final da tarde. Como o descolamento de uma equipe de Juazeiro para Curaçá não daria para chegar a tempo dos profissionais atuarem, eles tiveram de sair hoje cedo.

A corporação frisou ainda que os bombeiros trabalharam durante toda a manhã e estão monitorando a área para, caso haja alguma necessidade, serão acionados lá mesmo, mas justificou que as equipes de bombeiros não podem estar presentes ao mesmo tempo em todos os focos de incêndio. A prioridade, segundo o 9º GBM, é atuar nos locais onde haja riscos para a população.

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