Volume d’água no Lago de Sobradinho cai para 8%

por Carlos Britto // 21 de agosto de 2017 às 14:32

O volume de água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua caindo. De acordo com boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado ontem (20), o reservatório está com apenas 8,7% do seu volume total de armazenamento.

Por causa do baixo volume de água armazenada, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ibama analisam a possibilidade de reduzir a vazão de Sobradinho para 550 metros cúbicos de água por segundo (m³/s). Hoje o lago tem liberado 600 m³/s, mas as estimativas apontam que esse volume pode comprometer a situação de abastecimento de água na região até o fim do período seco, ficando abaixo do volume morto em novembro. Para se ter uma ideia do que esse volume de água representa, em situações normais o volume mínimo que o Ibama autoriza de liberação de água em Sobradinho é de 1.300 m³/s.

Uma redução inédita para 550 m³/s, segundo informações, poderá causar um racionamento de água em municípios abastecidos pelo São Francisco, por causa de restrições de infraestrutura nas tubulações que captam água do fundo do rio.

Volume d’água no Lago de Sobradinho cai para 8%

  1. Fábio Olivera disse:

    Triste a situação do São francisco , contra partida o prefeito Luiz Vicente da cidade de Sobradinho , continua lavando caçambas de britas com água captada no SAAE, esse prefeito parece não está preocupado com nossa situação critica , pois o desmande continua da água jogada no asfalto continua, engana-se quem achar essa família família Berti gosta de nossa cidade!!

  2. Eduardo disse:

    Tem muita conversa de politico que não serve para nada além de ‘aparecer’.
    Quem resolvem os problemas são técnicos. Ninguém chama um político para resolver o problema de falta de energia em sua casa. Chama o técnico.
    Os problemas são de fácil verificação e resolução se toda a sociedade colaborar. Não se resolve um problema desses de forma isolada.
    Qual o grande problema? o rio sendo aniquilado pela ‘homem’.
    Quais as causas: A seca prolongada cíclica (natural) na nossa região, assim como períodos em que chove muito como em 2004 e 2011; A extração desse recurso de forma ilógica (Tirar demais. Não fazer a gestão. Se tira demais e chega de menos. Qual o resultado? É o que está acontecendo. Falta de água); Não se faz um equilíbrio entre a reposição e extração; Assoreamento causado pelo mau uso do solo e imbecilidade humana; Não utilização de dragagem; Jogar esgoto doméstico no rio; Jogar água contaminada de agrotóxicos e rejeitos industriais; Pesca predatória dos peixes feita por décadas também entra na questão por causar a falta de peixe e desequilíbrio ambiental.

    Como resolver? Fazendo tudo o que não está sendo feito. Simples.

    Mas o que os políticos fazem? Colocam projetos que se sabe que não resolverão, porque intervenções pontuais não resolvem. E roubar o dinheiro separado para projetos de revitalização.

    E nem falei na transposição. Não se tira água de um rio que já está fraco. O efeito é torná-lo mais fraco e acabar com ele mais rápido.

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