Vereador de Juazeiro manifesta apoio a estudante vítima de homofobia e propõe combate à ‘LGBTfobia’

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LGBTfobiaA agressão sofrida pelo estudante da Univasf, Anderson Veloso, na última sexta-feira (30/04), também chamou atenção do vereador juazeirense Justiniano Felix, que divulgou uma carta aberta na qual chama atenção para o assunto.

Acompanhem:

NENHUM MINUTO DE SILÊNCIO À LGBTFOBIA

“A cada uma hora um sujeito LGBT sofre algum tipo de violência no Brasil”, conforme informações da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, divulgadas em 2014. Essa realidade não está distante do cotidiano dos cidadãos juazeirenses e petrolinenses. Exemplo disso foi a violência vivida pelo jovem e estudante Anderson Veloso, estudante da Univasf – Universidade Federal do Vale do São Francisco, no último sábado (30 de abril), em Petrolina-PE.

Anderson foi sequestrado e agredido covardemente por três desconhecidos, apenas por ser homossexual, e nas redes sociais desabafou da violência que sofreu: “os gritos de ‘vou te matar viado’, ‘vai embora de Petrolina, viadinho’ e tantos outros ainda ecoam dentro de mim e eu sei que eles permanecerão ainda por muito tempo. Todavia, mesmo diante disso tudo, eu não me silenciarei. A minha dor não será apenas mais uma dor… eu digo: não foi em vão”.

Compreendemos que a LGBTfobia mata, destrói, segrega e institucionaliza a marginalização de seres humanos, julgando valores a partir da orientação sexual de cada sujeito. Repudiamos veementemente qualquer tipo de violência e acreditamos que é possível dar um basta a tudo isso, criminalizando legalmente a homofobia. E mais: construindo uma série de políticas que garantam igualdade de direitos a todas e todos.

O caso do jovem Anderson não é isolado e o Estado vem negligenciando a violência e permitindo que ela cresça, assim como o não acesso à educação e ao mercado de trabalho por travestis e transexuais. O que deveria ser um direito torna-se um campo minado, vencido apenas com resistência e ousadia.

Dizer ‘não’ à violência institucional e à exclusão social é nosso papel. Pensando nisso, denunciar, repudiar, enfrentar e pautar a construção de uma sociedade igualitária em direitos é uma tarefa política que o movimento LGBT, junto a outras organizações do campo e da cidade, vem cumprindo com louvor.

Essa voz que ecoa nas ruas precisa ser ouvida e as autoridades responsáveis precisam cumprir o seu papel em apurar e prender os criminosos. A LGBTfobia é crime e não podemos ficar em silêncio. Somamo-nos a luta contra a violência e colocamos o nosso mandato a disposição daqueles e daquelas que acreditam que é possível construir uma sociedade igualitária e fraterna.

Justiniano Felix dos Santos Filho/Vereador – PT

7 COMENTÁRIOS

  1. Senhor vereador, não sei o motivo do alarde, o crime contra o rapaz foi um absurdo e brutal, agora faço uma pergunta, o que o vereador tem feito para combater a criminalidade que assusta a cidade de Juazeiro? Foram mortos 220 pessoas no ano de 2015 e em 2016 já são 44 mortos humanos iguais ao jovem estudante, em Petrolina números parecidos. A criminalidade não tem escolhido raça, religião ou classe social. Se formos levar para o lado da estatística e separando por classes, 02 mortos eram homossexuais e uma delas morta pela própria parceira. Agora veja a quantidade de pobres, negros e drogados que vivem a margem da sociedade. Esses sim precisam de inserção na sociedade, com emprego, educação e saúde. Qual o valor dessas vida pra vc vareador?

    • Desculpa, mas você tá usando a morte de outras pessoas para justificar que não se deve dar atenção a um caso de Homofobia?? que é tão violento quanto as mesmas mortes e violência sofrida por outras pessoas que não são Gays? Meu querido melhore seu argumento é se coloque em um lugar de uma pessoa LGBT, que morre só por causa da orientação sexual o que faz a LGBTfobia ser um crime tão bárbaro. #ChegadeViolencia #LGBTfobiaéCrime

  2. Precisamos de mais parlamentares sensíveis a diversidade de pautas existentes hoje e o vereador Tiano vem mostrando isso. A LGBTfobia é alarmante e naturalizada hoje. Tão natural, que as pessoas negligenciam a importância de um posicionamento contra este tipo de violência.

    Nenhum minuto de silêncio à LGBTfobia e nem as desigualdades e a marginalização da classe trabalhadora pelo capital.

    Parabéns!

  3. Gente esse rapaz esta usando esta ‘estória’ para aparecer. Todos que o conhecem estão dizendo isso. Ele só quer mídia. Foi espancado e não apareceu com hematoma. Anda pelos corredores da universidade como se nada tivesse acontecido. Carro preto, estupro. Sinceramente. Quem em sã consciência (o que não é o caso dele pq deve ter algum transtorno) é violentado e vai as redes sociais clamar por justiça. O lugar disso é a delegacia. Nem as mulheres quando passam por isso se expõem dessa forma. Acordem.

  4. …E continua o eterno mimimi dos eternos dengosos LGBTs, o que faz um crime contra um gay mais grave que um crime contra um cidadão comum mesmo? Homem, vão procurar uma lavação de roupas…

  5. Porrrra de LGBT .Senhor vereador, não sei o motivo do alarde, o crime contra o rapaz foi um absurdo e brutal, agora faço uma pergunta, o que o vereador tem feito para combater a criminalidade que assusta a cidade de Juazeiro? Foram mortos 220 pessoas no ano de 2015 e em 2016 já são 44 mortos humanos iguais ao jovem estudante, em Petrolina números parecidos. A criminalidade não tem escolhido raça, religião ou classe social. Se formos levar para o lado da estatística e separando por classes, 02 mortos eram homossexuais e uma delas morta pela própria parceira. Agora veja a quantidade de pobres, negros e drogados que vivem a margem da sociedade. Esses sim precisam de inserção na sociedade, com emprego, educação e saúde. Qual o valor dessas vida pra vc vareador?

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