Trabalhado​res da hortifruti​cultura do Vale do São Francisco iniciam hoje negociaçõe​s com patronato

por Carlos Britto // 17 de janeiro de 2012 às 14:06

A 1ª Rodada de Negociações da 18ª Campanha Salarial Unificada da Hortifruticultura Irrigada do Vale São Francisco começa nesta terça-feira (17). Entre os itens da pauta de reivindicações estão salário unificado de R$ 682; proibição do contrato de safra; cobrança de alimentação digna no local de trabalho e o afastamento remunerado para consulta médica e internamento hospitalar.

No diálogo com o Sindicato Rural, que representa a classe patronal, estará a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), as Federações dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape) e da Bahia (Fetag-BA) e uma Comissão de Negociação com cerca de 150 integrantes, sendo dirigentes e delegados de base eleitos nas assembleias dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais de Petrolina (foto) e Juazeiro.

As negociações acontecerão a partir das 14h, no auditório do Petrolina Palace Hotel. A data-base da categoria é 1º de fevereiro.

Os trabalhadores que atuam na hortifuticultura da região chegam a cerca de 150 mil. Entre os principais problemas da categoria estão a redução do período de contração feito pelas empresas, já que somente no ano passado foi garantida a contração mínima por 30 dias; a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); e os problemas de saúde do trabalhador, principalmente das mulheres, relacionados ao excessivo uso de agrotóxicos.

Os preparativos para a 18ª Campanha Salarial Unificada da Hortifruticultura Irrigada do Vale São Francisco começaram em novembro de 2011, com um seminário para a elaboração da pauta de reivindicações, e prosseguiram com assembleias em Belém São Francisco (PE) e Petrolina, no mês de dezembro. (Com informações da Ascom STR)

Trabalhado​res da hortifruti​cultura do Vale do São Francisco iniciam hoje negociaçõe​s com patronato

  1. Coco seco disse:

    CURIOSO!

    A mensalidade sindical corresponde ao valor de 2% sobre o salário mínimo (que daria, no salário de 2012, R$12,44). Eu aposto que o novo salário, “conquistado” pelo sindicato, vai ser de R$635,00 (o salário do governo mais os R$12,44 da mensalidade sindical).

    Está na hora dessa classe tão honrosa, que ajuda a mover a economia do vale, despertar para este fato, e cobrar efetivamente daqueles que os representam mais respeito; que busquem lutar de verdade por melhores condições de trabalho e salário digno… o trabalhador rural não merece comer comida azeda e fria; não merece ser refém desse sistema combinado: sindicato / patrão!

  2. Ribeirinho disse:

    O salário hoje para quem só vevi dele é pouco.Mas,temos que reconhecer que depois do governo Lula melhorou bastante.Quem convive hoje,acompanhando os gastos dentro de uma empresa do ramo da fruticultura sabe da dificuldade para pagar esse mesmo salário.Os custos só aumentam,defensivos,mão de obra e o preço da fruta sempre o mesmo.Quando cheguei aqui em 1996,o salário era R$ 100,00,um saco de adubo por ex:uréia ou cloreto R$20,00 e kg da manga naquela época,se falasse em 0,50 centavos era de graça.Hoje o salário é R$ 622,00,um saco de adubo é de R$ 60,00 pra lá e se conseguir fechar a média anual de 0,50/kg da manga já está dentro do esperado.Ainda falam em acabar com contrato de safra!Vamos defender os direitos,mas não esquecer também os deveres e o quanto sofrem e ralam os pequenas e grandes produtores hoje,na área da fruticultura para pagar suas contas e manter o emprego de muitas mães e pais de famílias.

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