Devido à ausência de parlamentares, principalmente da base governista, não houve quórum para votação da ordem do dia na reunião plenária desta segunda (13). Estavam pautados, entre outras matérias, o Projeto de Lei nº 3.694/2026, de autoria da governadora Raquel Lyra, que altera a Lei Orçamentária Anual de 2026 e estabelece os parâmetros de flexibilidade do Governo para a gestão das contas públicas no ano. O projeto foi alterado na Comissão de Finanças em sentido contrário aos interesses do Governo.
O movimento pelo esvaziamento do Plenário provocou críticas de parlamentares na tribuna. Romero Albuquerque (PSB) lamentou a iniciativa dos parlamentares da base governista. Ele também questionou o pedido feito pela governadora Raquel Lyra para a aprovação do remanejamento de R$ 155 milhões para o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e indagou por que não há destinação de recursos para o setor sucroalcooleiro, que enfrenta uma crise em decorrência do tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil.
“O setor está em crise, o preço da cana caiu, o custo subiu e o Governo amarrou a entrega de fertilizantes à aprovação da lei que permite 20% do remanejamento do Orçamento. Ou seja, a governadora usou esses 10 mil agricultores como moeda de troca numa briga política que ela mesma criou. E, quando a Alepe não cede, os governistas fogem do Plenário, e os agricultores ficam sem fertilizante”, exclamou.
Pronto para votação
No mesmo sentido, ao anunciar a retirada de pauta da ordem do dia devido à falta de quórum, o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), afirmou que o Parlamento está pronto para votar projetos de socorro ao setor da cana-de-açúcar. “Se ela mandar ainda hoje, eu garanto que voto amanhã”, disse. Para Porto, responsabilizar a Alepe por problemas como o que enfrenta o setor canavieiro é “falácia”. “A Assembleia está aqui para votar. Mas o Governo mais uma vez esvaziou o Plenário”, ressaltou.
Porto destacou que o PL nº 3.694/2026 já foi aprovado, restando apenas o parecer de redação final para ser apreciado pelos parlamentares em Plenário. O presidente ainda salientou que o Estado já empenhou quase R$ 40 bilhões dos R$ 60 bilhões do Orçamento 2026.


