Nós vínhamos caminhando tranquilos com destino a nossa casa e o meu pai ia me ensinando a vida. Andava devagar, com passos tímidos, e eu gostava de olhar para os seus cabelos e sua expressão quando falava. Não tinha muita oportunidade de andar com ele, pois mal saía de casa, e como não tínhamos carro, gostava mais quando íamos a pé. Muitas vezes porque ele não tinha dinheiro mesmo. Outras vezes também.Era bem complicado, pois ele era apenas um aposentado ferroviário e tinha quatorze filhos e eu, seu neto, outro que a vida lhe pôs nas mãos para chamar e registrar como filho. Era bem conservador o meu pai, ao ponto de ir à Celpe e Compesa perguntar o que […]
Um pai para sempre
por Carlos Britto // 09 de agosto de 2026 às 22:01



Cadê Raquel, Simão, Fernando filho, Antônio e Miguel. Cadê a força política que eles falam