Reitor pró tempore diz que Univasf não terá indicações políticas e revela preocupação com orçamento: “Muita coisa a ser feita”

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Foto: Blog do Carlos Britto

Embora ainda esteja a caminho de completar o primeiro mês à frente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na próxima quarta-feira (13), o Professor Paulo César Fagundes já deixou claro seu recado: não aceitará indicações políticas para cargos na instituição. A declaração foi dada por ele em entrevista exclusiva a este Blog.

Nomeado pelo ministro da Educação Abraham Weintraub como reitor pró tempore, após o impasse criado por conta da lista tríplice, Paulo César terá o desafio inicial de administrar diferenças ideológicas dentro da instituição. Mas pelo visto ele se mostra tranquilo quanto a isso.

Ele já começa rechaçando o rótulo de “interventor” que lhe foi atribuído por uma parte da comunidade acadêmica da Univasf que defende o cumprimento do processo da lista tríplice. “Não existe interventor aqui. O que existe é um papel de alinhar a instituição da maneira que a gente acha que a universidade tem de seguir”, ponderou. Nesse contexto, ele reforça que sua gestão “será técnica”, com profissionais qualificados para os cargos.

“A gente vai ser técnico, fazer o dever de casa e colocar a universidade nos trilhos que ela tem que ficar”, avaliou. Segundo Professor Paulo César, é necessário focar no ensino, pesquisa, extensão – além de parcerias com o setor privado e na assistência à comunidade externa. O pontapé inicial foi dado com reuniões com os prefeitos Miguel Coelho (Petrolina) e Paulo Bomfim (Juazeiro), e suas titulares da Saúde, para a discussão de estratégias de combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Depois que a gente conseguir, ao longo desses meses, organizar a estrutura Univasf, aí com certeza a gente vai expandir”, assegurou.

Transição

Perguntado sobre como está se dando a transição na reitoria, Paulo César afirmou ser natural haver sempre “pessoas que colaboram e outras não”, como em qualquer processo desse tipo. No seu caso, a situação é mais delicada porque os servidores estão no isolamento em suas casas. Mas de forma geral ele vem encontrando uma boa aceitação.

Apesar da crise sanitária causada pelo Covid-19, o reitor pró tempore revelou ter mantido por esses dias uma intensa agenda administrativa, que incluiu conversas com o Campus de Paulo Afonso (BA), além de reuniões em Brasília com o General Ferreira (presidente da EBSERH), no Ministério da Educação e no Recife com o secretário estadual de Saúde, André Longo – entre outras – no sentido de analisar a questão orçamentária da Univasf. Mesmo sem entrar em detalhes, Paulo César disse que “muita coisa terá de ser feita” nesse sentido. “A gente vai justamente atuar na parte de planejamento e de orçamento, e isso a gente vai ter de voltar a Brasília e conversar com o Ministério da Educação”.

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