Professor da UPE defende auxílio a estudantes sem condições financeiras de acompanhar aulas remotas

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Foto: reprodução/internet

A implantação de medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) exigiu a suspensão das atividades presenciais no âmbito das Instituições de Ensino Superior (IESs) e dos Institutos Federais de Educação pelo país. Em Pernambuco, o professor da UPE, Ermes Costa, considerou a decisão “acertada”. Mas quanto ao retorno do ensino na graduação, marcado para agosto próximo, após quatro meses suspenso, ele faz observações.

Ermes afirmou que “qualquer retomada das atividades de ensino da graduação de forma remota, os estudantes em situação de vulnerabilidade social devem ter acesso ao auxílio financeiro para compra de equipamentos de informática e acesso aos serviços de internet”. Ele também defende que seja opcional a matrícula no período suplementar 2020.3 nas instituições de ensino. “Caso o estudante reprove a disciplina neste período de ensino remoto, defendemos que não seja contabilizado no seu histórico escolar. Também quem não realizar a matrícula neste semestre de 2020.3, deve ter a matrícula garantida assim que passar esse período complementar”, avaliou.

Segundo o professor, toda a discussão gira em torno da acessibilidade à internet. “O debate central da volta das atividades de ensino de graduação, por meio da educação à distância, está relacionado com o acesso à internet dos estudantes e professores. Todos os levantamentos e estudos divulgados até o momento demostram a exclusão digital dos estudantes e de uma parcela de professores. Não podemos obrigar a matrícula no ensino remoto, caso não seja oferecida o meio para a efetividade da prática do ensino. Não é apenas o computador e internet, mas as condições dignas de moradia, que permita um espaço confortável e as condições emocionais, que garantam a segurança da sua família, tanto do ponto de vista de saúde, como de trabalho e renda”, pontuou.

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