Presidente do Simepe tenta resolver impasse da saúde em Petrolina

por Carlos Britto // 29 de abril de 2009 às 07:44

O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Antonio Jordão, coordena na noite desta quarta-feira (29) uma nova assembleia geral com os profissionais dos Hospitais Dom Malan/Imip e de Urgências e Traumas no auditório da Unimed para tentar resolver o impasse entre os profissionais e a Prefeitura de Petrolina.

Desde a última sexta-feira (24), os 22 médicos cirurgiões que trabalhavam no Traumas deixaram de fazer parte do quadro porque os contratos entre o município e as Cooperativas dos Médicos não foram renovados.

Há cerca de quatro meses o Simepe vem tentando uma negociação com o prefeito Júlio Lóssio e o secretário municipal de Saúde, dr. José Mendes em torno da pauta de reivindicações da categoria,que cobra,entre outros itens, a remuneração do diarista, do plantonista do hospital e o do Samu, as gratificações e da produção médica.

Na assembléia deverá ser discutida também a contratação de quatro médicos vindos de Salvador para trabalharem no Traumas. De acordo com dr.Jordão, a categoria não mais aceita a precarização e defende a ampliação do financiamento da saúde como saída para a crise. “É preciso que o município invista mais de 15% do orçamento. Há municípios que investem 25% e até 30%”, afirmou.       

 

 

 

Presidente do Simepe tenta resolver impasse da saúde em Petrolina

  1. Carlos Lira disse:

    Dr. Jordão, vamos ser sinceros, o Sr, me parece que só vem inflamar mais a situação. Qual o interesse do SIMEPE em estar junto a Unimed para fazer essas assembléias? Por acaso o SIMEPE vem fiscalizando a precarização tb na UNIMED? Isso precisa ser esclarecido tb. Vc tb vem de Recife? Por acaso sabe das necessidades e dificuldades do setor saúde em Petroilina ou só está atras dos interesses financeiros do médico? cadê a preocupação com a Saùde pública? Estamos de olho.

  2. Mariza Fernandes disse:

    Gostaria de um esclarecimento das autoridas e responsaveis sobre a infromação que tive so sobre a IMIP.

    Qual a veracidade da tabela de preços dos procedimentos realizados pelo o Hospital IMIP que esta atuando na cidade de Petrolina, ser quanto vezes mais caros do que qualquer hospital na região. E se for verdade isso teria alguma explicação para a população, so para esclarecimento que é quem mantem todos os serviços publico atraves dos impostos pagos.

  3. ATENTO disse:

    É bom que a população petrolinense saiba que o atendimento no setor de cirurgia está sendo feito por médicos recém-formados, cursando o 1º ano de residência, vindos de Slavador (Hospital Irmã Dulce). Este procedimento inadequado a Secretaria Municiapl de Saúde não informa ao povo!

  4. Humberto Borges disse:

    Dr. Antônio Jordão, pedir melhorias é legítimo. Mas é má-fé pleitear o impossível numa situação em que é iminente a debilidade do sistema de saúde municipal. Os Municípios estão estrangulados em suas finanças, inclusive o de Petrolina. As dívidas são inúmeras: INSS, BNDES, restos a pagar de outras gestões, Precatórios milionários de construtoras, etc. Aí pretender aplicação de muito mais de 15% na saúde é jogar pra plateia, causar estardalhaço, e não discutir o problema com sinceridade. Dos recursos municipais, obrigatoriamente, por força de dispositivo constitucional, 25% vão pra educação e 15% pra saúde. Quando se soma a folha de salários e os encargos, temos mais uns 50% da receita comprometida (aproximadamente). Sobra 10% para investimentos, principalmente em infraestrutura. Se a sugestão é 25%, ou 30%, pra saúde, pra aumentar salário dos médicos, você aponta uma solução em que a conta não fecha… Se não se pode demitir funcionário (a maioria da folha de petrolina é de efetivos), a sugestão redunda em falta de investimentos na cidade ou endividamento público. Prudência Dr. Jordão. Tanto em Petrolina quanto em outras cidades a situação financeira é difícil, notadamente em tempos de crise, quando foi significativa a redução de repasses dos Governos Federal e Estadual. Acredito numa solução conciliadora para o caso, mas as partes envolvidas (Prefeitura e Médicos) devem ter consciência das implicações das decisões, para que os impasses não se formem em torno de sitações intransponíveis.

  5. Pedro disse:

    Que q Dr Jordão tem a ver com dívida de prefeitura, bnds etc etc, quem pariu mateus balance , lossio tinha a solução pra tudo na campanha lembram????????

  6. danilo disse:

    o prefeitonao tem compromisso com petrolina.
    se julio tivesse compromisso,fariao que prometeu na campanha.
    faria as melhoras necessarias na saude,
    faria as parcerias com a classe politica,
    faria umaadministraçao de resultados,
    faria as coisas com descencia!
    faz tudo diferente:
    porque nao tem compromisso,
    porque nao tem etica,
    porque nao tem rumo certo
    abandonou os aliados do inicio ,
    pra se entregar,como uma mercadoria,aos mercenarios de plantao.

  7. Opara disse:

    Impasse!!! que impasse. Os médicos pensavam que estavam chutando cachorro morto, e quebraram a cara. O plano B está funcionando que é uma beleza. Tanto é que estão aí jogando inverdades a população. Qudm não quiser trabalhar que peça demissão.
    Esse lance de 15, 20, 25% tem que ser explicado com honestidade e cautela. Muitos municípios dizem que aplicam 30%, mas no cômputo dos gastos incluem despesas que não são aplicados diretamente nos hospitais, como sopão, saneamento etc… obras e serviços que têm a ver com a saúde, porém indiretamente. A Constituição manda que deve-se aplicar no mínimo 25% com a saúde, Petrolina certamente aplica, senão estaria desrrespeitando um preceito constitucional. Se direto ou indiretamente… isso eu não sei. Vale lembrar que Lula incluí até o bolsa renda como gasto em saúde.

  8. Comentário para Carlos Lira disse:

    Carlos Lira,

    o Simepe não está junto com a Unimed para fazer assembléias. A AGE que apenas foi realizada no auditório da Unimed.
    Meu caro, como Presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, obviamente ele está por dentro da situação, ou melhor, do descaso da saúde pública de Petrolina.
    Você acha que o presidente, que representa toda uma classe, não saberia do que lhe compete?
    Quantas vezes o Simepe se mobilizou para que os hospitais e os médicos tivessem condições dignas de trabalho? Para que médicos não fossem obrigados a escolher qual paciente teria mais chance de viver, para ai sim prestar socorro?
    Você acha que médico não é gente? Você acha que é fácil ver um paciente morrer e você, como médico, não puder fazer nada, pois está prestando socorro a outros pacientes que estão em situação mas grave? E tudo isso porque? porque não há um número adequAdo de profissionais nos hospitais.
    Tanto o Simepe, quanto a Federação Nacional do Médicos, estão cientes de todos esses problemas e muitos outros, que não chegam ao conhecimento da população.
    A questão não envolver somente dinheiro. Envolve ética e respeito a vida.
    Ninguém veio a Petrolina inflamar nada. Pelo contrario. Todos estão procurando resolver a situação. Ou você acha justo que residentes, sem experiência fiquem atuando como cirurgiões no Hospital de Traumas?

  9. Peti disse:

    Esses médicos só lembram do bolso deles, além de atender mal não querem nem saber da situação que se encontra a prefeitura, o prefeito deverá ter muita cautela para recontratá-los, talvez melhor sem alguns deles. Deveriam pelo menos um pouco de bom senso!
    A incomodação é porque não conseguiram fazer como queriam, paralisar o atendimento da população.

    PARABÉNS SECRETÁRIO!

  10. observador disse:

    Peti, vc está completamente perdida! Precisa ler mais, viver mais e se atualizar mais. A grande maioria dos médicos atende bem e presta um atendimento classe A com um pagamento classe D!

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