Presidente da Associação de Cabos e Soldados de PE apreensivo com baixa oferta de vacina contra Covid-19 para segurança pública

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Foto: divulgação

O presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Albérisson Carlos, não escondeu a apreensão pela baixa disponibilidade de vacinas ofertadas à imunização contra a Covid-19 dos profissionais da segurança pública. Em reunião virtual, alguns deputados já havia se mostrado preocupados com a baixa demanda e pediram para ser incluídos pelo governo estadual no debate em torno das diretrizes dessa ação.

Em entrevista a Aldo Vilena, na Rádio CBN Recife, o presidente da ACS-PE falou sobre a necessidade do aumento de doses.

Tenho recebido várias queixas de Policiais dos mais diversos batalhões sobre essa definição do Estado de vacinar apenas pouco mais de 1.600 profissionais da segurança pública de maneira geral e a Polícia Militar que é infinitamente maior do que qualquer órgão da SDS, certamente não vai ter nem mil pessoas vacinadas“, explicou.

Pernambuco conta com cerca de 26 mil policiais e 12,5 mil agentes das forças armadas, além dos guardas municipais. Das forças vinculadas à Secretaria de Defesa Social (SDS), serão vacinados 1.221 policiais militares, 316 policiais civis e 155 bombeiros militares. Ou seja, apenas 7,5% dos PMs serão vacinados. “Estamos pedindo o aumento de doses para esses profissionais, pois já afirmamos aqui a necessidade de imunização desses profissionais que arriscam suas vidas todos os dias e que estão expostos a esse vírus que assola o mundo atualmente. Pernambuco precisa aumentar o número de doses para imunizar o maior número de Policiais e profissionais de segurança possível“, explicou.

Albérisson comentou sobre as queixas que vem recebendo de vários Policiais sobre a vacinação e a baixa demanda de doses da vacina. “O policial que trabalha interno, a turma está se queixando e passando para mim que não vai abrir vacinação. Mas, o Policial tem o contato com aquele que vai para rua, que tem contato com as pessoas e que pode pegar alguém que esteja contaminado e contaminar dentro do batalhão. Se o Policial hoje estiver com licença especial, não será vacinado“, afirmou.

Demanda

Segundo o presidente da ACS-PE, “1.600 vacinas não atendem à demanda do policial e do bombeiro militar. Tem que vacinar esses profissionais em massa, para que eles possam estar seguros de prestar serviço para sociedade e em nenhum momento essas pessoas possam ter qualquer tipo de contágio, tanto para sua família, quanto para batalhão”. Ainda de acordo com Albérisson, será desenvolvido um calendário para a vacinação.

Mas o mais importante para este calendário é que ele pudesse desenvolver naturalmente o maior número de vacinados. Então, a Secretaria de Saúde não diz exatamente o que precisa ser dito, que é vacinar os policiais e os bombeiros“, ponderou. Albérisson informou que vem recebendo reclamações de policiais que estavam esperando a vacinação para todos os profissionais de segurança pública, o que não está acontecendo no Estado.

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