Pelas redes sociais, estudante da Univasf diz ter sofrido agressão sexual: “Não me calarei”

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12509410_133310660379334_6232510461118957920_nO estudante Anderson Veloso decidiu usar as redes sociais para narrar um triste episódio do qual foi vítima no último sábado (30/04) em Petrolina. Ele conta que que foi capturado por três homens que o espancaram. O jovem diz também ter sido agredido sexualmente, mas que não se calará.

Acompanhem:

O dia 30 de abril de 2016 tinha tudo pra terminar de uma forma positiva, mas não foi isso que aconteceu. Mais uma vez a violência e o ódio permearam as ruas da cidade de Petrolina, fato que tem acontecido bastante, levando em consideração as grandes tragédias que aconteceram aqui nos últimos tempos. Entretanto, dessa vez foi algo diferente. A vítima de todo esse obscuro e frio momento me fez parar pra refletir sobre diversas questões que antes não chegavam até a pele, até o verdadeiro sentir. Dessa vez, a vítima da agressão foi eu.

Tantas e tantas vezes já havia ouvido falar que a homofobia matava, mesmo assim isso não me chegava aos olhos, visto que nunca havia passado por uma situação como essa. Hoje, só hoje, eu posso verdadeiramente enxergar que o preconceito é capaz de nos levar a lugares nunca vistos antes. E com o coração despedaçado, infelizmente, terei de confessar aqui que ontem à noite, por volta das 18:30, eu fui capturado por três pessoas em um carro sedan preto; fui levado a um lugar desconhecido e chegando lá me espancaram com socos, me derrubaram no chão e continuaram a me bater. Mesmo já debilitado, após isso me enforcaram com o cordão do meu short. Como se não bastasse tudo isso que aconteceu, ainda violaram sexualmente de mim.

Os gritos de “vou te matar viado”, “vai embora de Petrolina, viadinho” e tantos outros ainda ecoam dentro de mim e eu sei que eles permanecerão ainda por muito tempo. Todavia, mesmo diante disso tudo, eu não me silenciarei. A minha dor não será apenas mais uma dor. O meu choro não será um choro em vão. Olhar e ver o desespero daqueles que verdadeiramente me amam, rasga meu coração. Olhar em um espelho qualquer e ver o desespero no meu próprio olhar, me consome. Só que essa luta não é só minha. Em nome de todos aqueles que já apanharam ou morreram por conta da homofobia, eu digo: não foi em vão.

Nós somos fortes e nós vamos conseguir, mesmo que queiram nos destruir. E quantos são aqueles que foram destruídos pela simplicidade de existir, tantos são aqueles que ainda serão atingidos e se machucarão pior do que eu. Eu sou um sortudo, um maldito sortudo que carregará dentro de si uma dor que agora faz parte de mim, mas eu ainda estou aqui.

Apesar de achar que nunca mais iria ver meus pais, meus amigos ou aqueles que verdadeiramente eu amo, eu ainda estou aqui. E eu sei que não é em vão. Agora, não mais uma dor me consome. Além disso, uma danada vontade de lutar e gritar está louca para sair, assim como as lágrimas que escorrem pelos meus olhos. Doeu? Sim. Vai doer mais? Sim. Mas isso não me calará. Essa dor que eu estou sentindo não é só minha, é a dor das milhares de famílias e amigos que perderam os seus por não serem esses malditos sortudos, assim como eu. É por eles, pelos que não voltaram. Pelos meus familiares. Pelos meus amigos. E acima de tudo, pela minha liberdade que ninguém toma, por aqueles que ainda irão levar muito na cara, por todos aqueles que perderam suas vidas. Um lado da minha face apanhou, mas eu ainda tenho o outro lado.

Anderson Veloso – Estudante

27 COMENTÁRIOS

  1. Caro Anderson, peço perdão em nome de todos os petrolinenses de bem que uma grande maioria, nenhum canalha tem procuração de nós petrolinenses para agir com covardia contra qualquer pessoa e determinar que saia de nossa cidade.
    Sinto a sua dor e imagino a dor de sua família que tanto te ama, não diferente que esses canalhas que ti fizeram isso, sinta pelos seus, será que esses hipócritas acham que em suas famílias não tem uma só pessoa que sofra descriminação e corre risco todos os dias de suas vidas em cruzar suas vidas com canalhas como eles?
    Deixo meu recado para esses que te fizeram isso, quando um canalha violar os direitos de um enter querido de vocês, lembrem-se do que fizeram com Anderson, A VIDA E A GRANDE COBRADORA DOS NOSSOS ERROS.
    Mulheres, negros, homossexuais, idosos, pobres, nordestinos, moradores de rua, são grupos que estão em constante luta por sua segurança, e com certeza nas famílias desses hipócritas tem pessoas dentro de desses grupos, lutando por seus direitos e pelas suas vidas.
    PARABÉNS pela força e nunca deixe de ser você só para agradar a meia dúzia de imbecis.

    • “Mulheres, negros, homossexuais, idosos, pobres, nordestinos, moradores de rua”… mimimimim … e começou a patética argumentação de luta de classes. Ô povo besta danado, parece aluno de faculdade pública de Petrolina…

  2. Sinceramente ?
    Dessa galera LGBT só acredito se ver exame de corpo de delito, filmagens da situação, e alguma prova material (Como assim, foi estuprado e agredido e sequer deu parte à polícia????) pois seu forte é o vitimismo e invenções de histórias absurdas e irreais para incriminarem os héteros – principalmente conservadores e cristãos – e, lógico, se vitimarem, seu mais comum e manjado papel. Essa turma fã do Jean Willis…

  3. Está parecendo a história do Jean Willis dizendo que o Bolsonaro pegou ele pelo braço, agrediu, espancou e o humilhou, por isso o cuspiu, até sair a imagem dele dizendo que ia cuspir no Bolsonaro sem sequer este ter falado com ele. Desculpa ai ilustre, acredito em tu não…

  4. Quem disse que o jovem não prestou queixa e não fez exame de corpor de delito? Aonde consta no texto dele que não foi feito? A própria reitoria da Univasf, em nota, divulgou que está intermediando contato com a SSP.

    Parte dos comentadores desse blog ou são muito homofóbicos ou são analfabetos funcionais, incapazes de interprertar um texto. Espero que seja problema educacional.

    • Quem tem de dizer é a suposta vítima, amigo, e analfabeto funcional demonstra ser você, que sequer sabe respeitar a opinião alheia sem impor sobre as pessoas adjetivos manjados e oriundos de mentes de questionável sanidade e carater. Espero que seja somente problema mental.

  5. O cara passa por tudo isso e menos de 48 horas tem força emocional para fazer esse texto. Muito estranho. Nunca ouvi falar de casos desse tipo de violência em Petrolina. Mas a polícia tem que investigar. É preciso arrancar o mal pela raiz, para que outros fatos desse tipo não venham acontecer. Mas que essa história está estranha, isso está.

  6. certos comentários aqui são mais violações de direitos desse cidadão, ninguém se expunha dessa forma apenas para ser desmascarado depois, Cara, temos que cortar certos atos pela raiz, não devemos deixar que Petrolina vire palco de violência contra nossos cidadãos, agora fica a deixa para quem quiser pegar a carapuça – esses agressores/violentadores, não são tão homofóbicos assim, na minha opinião, eles agrediram o rapaz para camuflar suas fantasias.
    Esse tipo de violência não se dar acompanhada do abuso do ato, eu ei? agressores, saiam do armário que é melhor e mais sadio.

  7. Sinceramente! Tbm não acredito. Onde ocorreu esse pseudo sequestro? Qual foi a delegacia que estar registrada ocorrência? E o exame de corpo delito?A policia civil tem investigar independente de existir queixa ou não. Até porque se o fato não condiz com a verdade deverá este e qualquer outra pessoa responder crminalnente por crime inexistente. Eu não condição me sinti ofendido tanto pela historia ter sido verdade como se fantasiosa do rapaz.

  8. E, no fim, era mentira ! Que coisa feia! Sair mentindo assim! Esse cara deveria ser processado por incitar a violência e desconfiança entre os cidadãos petrolinenses!

  9. O que levaria uma pessoa se expor dessa forma?? E o delegado também deveria se pronunciar depois que tivesse o resultado do laudo em mãos!!!

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