Paulo Afonso: Feridos em ataque que matou 2 por som alto reconhecem suspeito

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suspeito-paulo-afonso-bahiaOs dois jovens feridos no ataque motivado pelo som alto de uma festa ocorrida na última quarta-feira (5), que deixou dois mortos em Paulo Afonso, no norte da Bahia, foram ouvidos pela Polícia Civil, na quinta (6), no Hospital Nair Alves de Souza, onde estão internados. José Eduardo da Silva, de 21 anos, e Larissa Raquel Brandão, de 20, fizeram o reconhecimento da foto do suspeito do crime, que está foragido e sendo procurado pelas Polícias Rodoviária Federal (PRF), Militar e Civil.

O crime aconteceu em uma casa do bairro Tancredo Neves, onde quatro jovens faziam uma festa e o som estava alto, o que incomodou vizinhos.

A Polícia Militar chegou a ser chamada para resolver a situação, mas o grupo voltou a aumentar o volume após a saída dos policiais. A festa vinha sendo realizada desde a tarde de terça-feira (4). José Lucival Ferreira da Silva, de 47 anos, que é vizinho da casa onde ocorria a festa, é suspeito de quebrar o cadeado do portão, forçar a entrada na casa e atirar nos jovens.

Segundo a delegada Mirela Santana, José Lucival responderá por duplo homicídio qualificado consumado e dupla tentativa homicídio. “Tudo ocasionado por uma contravenção penal de perturbação do sossego e da tranquilidade“, disse.

Ele [o suspeito] acabou perdendo o equilíbrio, adentrou na residência armado e efetuou vários disparos contra os jovens que estavam na residência. Alguns já estavam até dormindo, outros embriagados, e foram acordados pelos disparos”, acrescentou a delegada.

Sepultamento

Os dois jovens mortos no ataque, identificados como Orielma Araújo dos Santos, 26 anos, e Marcelo Bezerra dos Santos, de 17, foram sepultados na quinta-feira (6), no Cemitério Municipal de Paulo Afonso. (fonte: G1-BA/foto:reprodução TV São Francisco)

4 COMENTÁRIOS

  1. Eu mesmo já quase cometi um ato desses, de levar às últimas consequências. Só não fiz isso, pensando na minha família, no depois. Porque você não vai ter ninguém do seu lado, a não ser seus familiares e amigos próximos. O Estado e os poderes públicos não estão nem aí, para nós. E os criminosos são numerosos, e moram na nossa vizinhança. Apelar para quem? Somos todos reféns da ausência de lei e de segurança. Se os poderes públicos não têm competência para garantir a paz em áreas residenciais, contra esses bandidos que usam som alto para infernizar a vida das pessoas, principalmente de quem é cidadão trabalhador, alguém acaba se revoltando e fazendo justiça com as próprias mãos. Se nenhuma lei ou autoridade funciona, alguém tem que fazer alguma coisa e, no desespero, no estado de abandono e no instinto de ter paz e sossego, o cidadão acaba matando essas pragas de vagabundos e vagabundas. Não tiro a razão de quem se revolta numa condição dessas, porque está no seu direito. As coisas precisam funcionar, ou na lei, ou na marra. Poderia ser de um modo civilizado, mas como as leis não funcionam, infelizmente, essa é a realidade brasileira.

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