Para representantes do Sistema S, “faltam informações” a futuro ministro Paulo Guedes sobre corte de recursos

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Foto: Diogo Salaberry/Agência RBS

O novo governo ainda nem assumiu e já assusta boa parte do setor privado brasileiro ao anunciar determinados planos. Um deles é a intenção do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de cortar recursos do Sistema S. Ele disse na última segunda-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que “tem que meter a faca no Sistema S”, tirando 30% do que é bem administrado e 50% do que é mal administrado.

A declaração provocou reação dos líderes das federações empresariais que comandam o Sistema “S” em Santa Catarina. Para eles, falta a Guedes conhecimento sobre o que o sistema faz nas áreas de educação e saúde para os trabalhadores.

No Estado, que é o melhor do país na geração de empregos e distribuição de renda, os ‘Ss’ fazem a diferença na indústria, comércio, serviços, agropecuária, transporte e empreendedorismo.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, as declarações do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, mostram que ele não conhece em profundidade o trabalho de preparação da força de trabalho e de promoção da saúde realizado pelo Senai e pelo Sesi.

Os dados revelam que somos eficientes no uso dos recursos repassados pela indústria. No caso do Senai/SC, 72% são aplicados na oferta de cursos gratuitos. E o índice de empregabilidade de quem cursa Senai é de 86%, o que é um atestado de qualidade dado pelo mercado”, destaca.

Comparação

Aguiar também faz comparação com outros custos do mercado. Enquanto um aluno do Sesi/SC custa R$ 5,4 mil por ano, na educação básica pública custa no Brasil, em média, R$ 11,7 mil. O custo em curso profissionalizante do Senai no Estado sai R$ 5 mil por aluno/ano, enquanto outros cursos com o mesmo perfil custam R$ 16,9 mil no setor público. Somente no Estado catarinense, o Sesi e o Senai atenderam este ano 500,7 mil trabalhadores, o que representa 68% dos 733 mil empregados da indústria no Estado. (Fonte: NSC Total)

3 COMENTÁRIOS

  1. Muita gente AMADORA nesta equipe de Bolsonaro. Vão fazer muita lambança. Nosso país tem muita gente desempregada por falta de qualificação. Precisamos do “SISTEMA S” funcionando na sua plenitude. Por que não reduzir os salários e as verbas de gabinete dos parlamentares, o auxílio moradia dos juizes e as aposentadorias integrais de classes que não contribuem com a Previdência Social? Como diz um amigo meu: a DEMOCRACIA no Brasil é OLIGÁRQUICA.

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