Ordenamento de camelô emperrado em Petrolina

por Carlos Britto // 06 de junho de 2009 às 14:00

Duas obras iniciadas no ano passado para disciplinar o comércio ambulante no Centro de Petrolina  não conseguiram atingir os objetivos: repaginar a área e melhorar as condições de trabalho dos camelôs. Com investimentos de mais de R$ 2 milhões, o Mercado Turístico e o shopping a céu aberto não passam de boas propostas. O serviço do mercado parou e o shopping, mesmo inaugurado, ainda está repleto de problemas. Resultado: as vias centrais continuam cheias de vendedores nas calçadas, atrapalhando a vida de quem precisa circular pela região.

Como não foi possível relocar os ambulantes, em vias importantes do Centro de Petrolina, como as Avenidas Souza Filho e Dom Vital, os pedestres têm que dividir o espaço com os camelôs. “A ideia deles não era organizar a avenida? Trocaram o calçamento, foi aquele transtorno todo e acabamos voltando para cima do calçadão, praticamente amontoados, um perto do outro”, desabafa o fotógrafo Cícero Bahia, proprietário de uma barraca na Praça do Bambuzinho.  “A gente só quer agora que agilizem o processo para que possamos trabalhar melhor.”

Um dos maiores desafios para a prefeitura é a continuidade das obras do Mercado Turístico, situado na Avenida Dom Vital. As ações estão paralisadas desde o ano passado e os camelôs da área vêm atuando, há quase um ano, na Rua das Laranjeiras. Depois de pronto, o local deve abrigar comerciantes de diversos segmentos. O tamanho dos boxes e o prazo de conclusão da obra são duas preocupações. “Há um indicativo de que a obra possa recomeçar em 30 dias. Isso ajudaria pelo menos 80% das pessoas que trabalham no setor”, afirma José Nunes, presidente da Associação de Feirantes, Ambulantes, Barraqueiros e Camelôs de Petrolina (Afeabacape), que reúne 320 trabalhadores.

De acordo com o secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Petrolina, Geraldo Júnior, a atual gestão pretende concluir a obra. “A Prefeitura de Petrolina saiu de uma situação de inadimplência junto ao governo federal e a partir de agora pode receber recursos, transferências de convênios. Estamos trabalhando para que estas obras possam começar imediatamente.”

Sobre a quantidade insuficiente de boxes para atender todos os camelôs cadastrados, o secretário afirma que técnicos já elaboram projetos que possam contemplar os que não vão para o Mercado Turístico. Com relação aos boxes da Souza Filho, Geraldo Júnior adianta que a ação deve começar tão logo se cumpram os trâmites burocráticos.

Informações do JC

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