Nova pesquisa Datafolha mostra Dilma com 46% contra 28% de Serra

por Carlos Britto // 28 de setembro de 2010 às 06:38

dilma serra e marina

Pesquisa Datafolha divulgada segunda-feira (27) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 46% das intenções de voto. O candidato do PSDB, José Serra, aparece com 28%, e Marina Silva, do PV, tem 14%, segundo o levantamento.

Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter de 44% a 48%, Serra, de 26% a 30%, e Marina, de 12% a 16%. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 7%.

Se a eleição fosse hoje, o índice da candidata do PT pode não ser suficiente para elegê-la presidente no primeiro turno. Considerando os votos válidos – em que se exclui os votos em brancos e nulos -, Dilma perdeu três pontos percentuais: recuou de 54% para 51%. Levando em consideração margem de erro, ela teria entre 49% e 53%. Para vencer a eleição no primeiro turno a candidata petista precisa de 50% mais um voto.

Ainda considerando os votos válidos, Serra teria 32%, e Marina, 16%. Segundo o Datafolha, Dilma oscilou negativamente em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade. Dentre os outros candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio (PSOL), Rui Costa Pimenta ( PCO) e Zé Maria (PSTU) – nenhum atingiu 1% das intenções de voto.

Foram realizadas 3.180 entrevistas em 202 municípios nesta segunda-feira (27). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 32913/2010. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada na última quarta-feira (22), Dilma aparecia com 49%, Serra, com 28%, e Marina, com 13%. Na simulação de segundo turno feita pelo Datafolha, Dilma aparece com 52% (de 50% a 54%, considerando a margem de erro), e Serra, com 39% (37% a 41%). (com informações do G1)

Foto reprodução/internet

Nova pesquisa Datafolha mostra Dilma com 46% contra 28% de Serra

  1. Pe. Antonio disse:

    Para alargar a visão sobre as eleições deste ano, leiam este artigo:
    uem vai vencer as eleições

    O que mais me chama a atenção neste processo eleitoral é que a maior vitória não será de nenhum candidato ou partido, mas da mobilização da sociedade civil em favor da ética e contra a corrupção.
    A aprovação da Lei da Ficha Limpa, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de torná-la vigente já nestas eleições e o empate na votação do STF sobre a aplicação da lei ainda este ano mostram a força deste movimento.
    Sem a cidadania consciente e organizada, é bem possível que esta lei que impõe critérios mínimos de integridade para candidatos a cargos eletivos nem fosse protocolada no Congresso.
    É interessante como pouco se comenta sobre estes movimentos contra a impunidade.
    A maior parte deles teve início ainda nos anos 90 e na classe média. Crescendo à sombra (e sem a confiança) das lutas por terra e trabalho, os movimentos pela ética assumiram aos poucos o protagonismo do processo político e social. Não haverá acordo, consenso ou leis confiáveis se prosperarem no país a corrupção, o suborno e a impunidade.
    A luta pela ética é hoje bandeira de qualquer entidade e a mobilização cresce principalmente em períodos eleitorais.
    Pois reside principalmente no financiamento de campanhas a origem de toda a corrupção no país, do lobby irresponsável e dos apadrinhamentos às licitações viciadas e ao roubo puro e simples do erário.
    Para acabar com estas falcatruas, centenas de milhares de brasileiros são hoje militantes em favor da ética. Uma parcela significativa deles reuniu-se na Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci).
    Fundada em 2009, essa organização congrega em rede pessoas, entidades e ONGs que lutam pela integridade e pela transparência na política, na economia e na sociedade. Entre os integrantes da Abracci encontra-se a Amarribo, a Associados Amigos de Ribeirão Bonito, uma das primeiras organizações cidadãs de combate à corrupção.
    A Amarribo foi criada em 1999 pelos moradores-amigos de Ribeirão Bonito, no interior paulista, que decidiram entender por que a cidade não prosperava. Foram fundo no estudo do orçamento municipal e descobriram muito desvio de dinheiro público.
    Perceberam também que a participação constante dos moradores seria o melhor controle anticorrupção e a fonte de soluções criativas para os problemas da cidade.
    O resultado foi tão bom que surgiram outras associações parecidas em várias cidades brasileiras. Algumas delas, hoje, estão na Abracci, mostrando a juristas e parlamentares que lei e vontade popular andam juntas e garantem a coesão social, sem tolher a liberdade.
    Aos poucos, estamos construindo nossa República.

    RICARDO YOUNG escreve às segundas-feiras nesta coluna.

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