MPT inspeciona 83 empresas do polo gesseiro do Sertão do Araripe e pede a justiça a demolição de duas

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De 24 a 28 de outubro o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou uma força-tarefa nacional no polo gesseiro do Sertão do Araripe pernambucano. Ao todo, 83 empresas foram inspecionadas nas cidades de Araripina, Ipubi, Trindade e Ouricuri. Em dois estabelecimentos, o risco de desabamento da estrutura era tão grave que o órgão pediu à justiça que ordenasse a demolição deles. Ao todo, 997 trabalhadores foram beneficiados diretamente com a ação.

Participaram da força-tarefa quatro procuradores, oito analistas periciais, cinco motoristas e 16 policiais rodoviários federais. Das 83 empresas fiscalizadas, 66 estavam em pleno funcionamento, 17 estavam fechadas, interditadas ou desativadas.

De acordo com a coordenação da força-tarefa, o objetivo da ação foi inspecionar o maior número possível de empresas na região e propor medidas, o que inclui ações judiciais, para a regularização do meio ambiente de trabalho. Uma das principais preocupações do MPT tem a ver com a necessidade de proteção coletiva diante da poeira gerada na fabricação do gesso.

Segundo Vanessa Patriota, procuradora do Trabalho que coordenou o grupo, as atividades transcorreram dentro da normalidade. No prazo de 15 dias o MPT deve concluir os relatórios de inspeção e dar encaminhamento às medidas necessárias. Entre os principais problemas verificados estão a falta de equipamentos de proteção individual, excesso de poeira, água fornecida para os trabalhadores inadequada ao consumo (foram encontrados diversos bebedouros com insetos, poeira e lodo na água) e falta de proteção contra quedas.

Balanço

Essa é a segunda força-tarefa nacional realizada pelo MPT no polo gesseiro. Em 2015, o órgão realizou, entre 5 e 9 de outubro, uma fiscalização a empresas calcinadoras de gesso situadas no Sertão do Araripe.

Os procuradores do Trabalho e peritos do MPT constataram que, apesar das graves irregularidades ainda encontradas em algumas empresas, o setor como um todo vem se adequando às normas relativas à segurança e à saúde do trabalhador, adotando equipamentos e técnicas que garantam maior proteção aos mesmos. Novas ações judiciais devem ser ajuizadas nos próximos meses com a finalidade de obrigar as empresas encontradas com irregularidades a corrigi-las, sob pena de paralisação judicial de suas atividades e multa. (foto/divulgação)

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