Morte de bebê após espera por transferência provoca revolta e repercussão nas redes sociais

por Carlos Britto // 01 de junho de 2026 às 15:00

Foto: Ilustração

A morte de um recém-nascido nesta segunda-feira (1º) gerou comoção e revolta entre familiares, que utilizam as redes sociais para cobrar esclarecimentos a Secretaria de Saúde (Sesau) de Juazeiro (BA) sobre o atendimento prestado à criança durante o período em que esteve internada na rede pública de saúde. Segundo relatos da família, o bebê permaneceu por nove dias internado na Unidade Pediátrica de Juazeiro (UPED), aguardando uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. De acordo com os familiares, uma regulação chegou a ser autorizada, mas o estado clínico da criança teria impedido a transferência naquele momento.

Em nota divulgada antes da morte da criança, a Sesau informou que o bebê, diagnosticado com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), recebia acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional na UPED. Segundo a Pasta, a transferência para uma unidade especializada chegou a ser autorizada e uma aeronave foi disponibilizada para o transporte, mas a remoção não pôde ser realizada devido à instabilidade do quadro clínico. A Secretaria afirmou ainda que mantinha contato permanente com a Central de Regulação e seguia empenhada em viabilizar a transferência, assim que houvesse condições clínicas seguras para o procedimento.

Posteriormente, a criança ainda chegou a ser transferida para o Hospital Dom Malan (HDM), em Petrolina. No entanto, o quadro clínico se agravou e o bebê não resistiu. Em publicações nas redes sociais, a família pede que todas as circunstâncias envolvendo o atendimento e a transferência sejam esclarecidas pelas autoridades competentes.

Até o momento, as alegações apresentadas pela família não foram comentadas oficialmente pelas instituições citadas. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos dos órgãos e unidades de saúde envolvidos no caso.

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