Moradores cobram explicações para demolição de casas no Jardim Petrópolis; prefeitura esclarece

4
Foto: Wanderley Alves/ Blog Carlos Britto

Dezenas de moradores da Rua 29 do Bairro Jardim Petrópolis, zona oeste de Petrolina, estão preocupados com a situação de suas residências, após receberem um aviso de demolição da prefeitura municipal. Algumas dessas pessoas foram beneficiadas com um imóvel do Programa ‘Minha Casa Minha Vida’, mas outras não foram contempladas e querem uma solução, pois não têm para onde ir. De acordo com os comunitários, todas as casas da Rua 28 até a 35 serão derrubadas.

“Fui contemplada com esse apartamento, mas quando o pessoal da Habitação [secretaria] passou aqui na minha casa, eu falei que era mãe solteira e que a casa era do pai das crianças. E aí ninguém falou nada que ia derrubar a casa. Só que, quem não fez, está sendo prejudicado”, contou Marilene da Silva, moradora há 20 anos na comunidade.

Já a comunitária Flávia Juliana Souza chegou  a realizar o cadastro habitacional, mas não foi contemplada e terá sua casa demolida. “Eu não sou beneficiária porque quando eles vieram fazer o cadastro, eu fiz, só que eles disseram que eu e meu marido somos desempregados, mas a gente não está apto a receber a casa. E eu vou pra onde? Eu e meu marido estamos desempregados com duas filhas”, lamentou.

Em contato com o secretário-executivo de Habitação da Prefeitura, Thulio Teobaldo, ele explicou que os programas residenciais entregues pela gestão municipal são destinados para famílias que residem em áreas de risco, insalubres ou ocupações irregulares. E contou como ocorre o processo. “Essas famílias que no primeiro momento fizeram seu pré-cadastro, entregaram sua documentação, foram sorteadas no residencial. Para que as famílias sorteadas possam se mudar para lá, elas têm que assinar um termo de renúncia de direitos, onde renunciam a essa área ocupada, que não são delas, para que possam estar se mudando para o residencial novo. As pessoas que residem no local e não foram contempladas são porque invadiram após a equipe ter passado fazendo o cadastro, ou então ficaram com alguma pendência de documentação. Nós estamos dando um prazo para que elas compareçam na secretaria ainda no mês de julho, a depender da comunidade. No Jardim Petrópolis ficou marcado para o dia 27”.

O secretário também esclareceu que o terreno onde essas pessoas estão é de propriedade da Codevasf e que estão sujeitas à reintegração de posse a qualquer momento. “A escritura pública que existe é da Codevasf. Se uma pessoa de má fé vendeu, esse contrato de compra e venda, esse contrato de gaveta, não tem validade”.

4 COMENTÁRIOS

  1. A prefeitura tem a obrigação de respeitar essas pessoas e resolver o problema delas. Não há justificativa para se derrubar os imóveis, uma vez que tenho certeza que a Codevasf não vai fazer nada lá nem tão cedo. Dá tempo para resolver essa demanda

    • Rafaela se fosse bens do povo vendido para empresários daria se um jeitinho .Mas como é pra população ,não tem jeito.Eles viram fazer as casas que já tem é tempo e agora vem com essa .Lá tem um projeto mal acabado de uma lagoa de estabilização que até hoje desviaram o dinheiro e não fez mais nada serve só para juntar bandidos .

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome