MEC define instituições de ensino que servirão de projeto-piloto para implantação de escolas militares

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Abraham Weintraub, ministro da Educação. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Educação (MEC) já definiu as 54 instituições de ensino que irão implementar o projeto-piloto das escolas cívico-militares em 2020. Elas estarão espalhadas por 22 Estados e pelo Distrito Federal para promover um salto na qualidade educacional do Brasil. A lista foi divulgada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, ontem (26).

A região Norte será contemplada com 18 escolas. No Sul, serão 13 unidades e no Centro-Oeste, 11 instituições farão parte do programa. Além disso, outras sete escolas estarão no Nordeste e cinco no Sudeste.

Conforme critérios de seleção estipulados pelo MEC, foram escolhidas 40 escolas estaduais e 14 escolas municipais. O modelo será implementado em parceria com o Ministério da Defesa, que já está selecionando e capacitando os militares da reserva das Forças Armadas que vão atuar na gestão educacional das instituições.

Em 2020, o MEC destinará R$ 54 milhões para levar a gestão de excelência cívico-militar para 54 escolas, sendo R$ 1 milhão por instituição de ensino. São dois modelos. Em um, de disponibilização de pessoal, o MEC repassará R$ 28 milhões para o Ministério da Defesa arcar com os pagamentos dos militares da reserva das Forças Armadas. Os outros R$ 26 milhões vão para o governo local aplicar nas infraestruturas das unidades com materiais escolares e pequenas reformas — nestas escolas, atuarão policiais e bombeiros militares.

Nordeste

Na região Nordeste são 7 escolas: Bahia (Escola Municipal Quinze de Novembro, em Feira de Santana); Ceará (EEFM Ministro Jarbas Passarinho, em Sobral, e EEFM Tenente Mário Lima, em Maracanaú); Maranhão (Unidade Integrada Duque de Caxias, em São Luís); Paraíba (Caixa Escolar Chico Xavier, em João Pessoa); Pernambuco (Escola Municipal Natividade Saldanha, em Jaboatão dos Guararapes); e Rio Grande do Norte (Escola Municipal Professor Veríssimo de Melo, em Natal).

1 COMENTÁRIO

  1. Se não mudar a metodologia de ensino pouco adianta. É o típico de idéia tirei do orifício retal, achar que pôr milico para dar aula vai mudar em alguma coisa a péssima educação brasileira.

    Creio que o sistema de vouchers teria resultado bem melhor que esse, visto que as escolas particulares tem ensino muito melhor que as públicas sejam elas civis ou militares. Um aluno custa 13 mil reais PR ano aos cofres públicos, 13 mil em 12 meses dá 1.083 por mês, uma mensalidade em escola privada de bairro.

    A única coisa que essas escolas cívico não sei o quê vão criar, é mais gado para o Estado dominar.

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