Uma mãe denunciou um episódio de discussão ocorrido na manhã desta segunda-feira (16) em uma escola municipal localizada no bairro Palhinhas, em Petrolina. Segundo ela, a situação aconteceu no momento em que deixava o filho na unidade de ensino. De acordo com o relato, a criança é atípica e possui Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A mãe afirma que chegou à escola dentro do horário de tolerância permitido pela instituição, mas foi constrangida pela gestora da escola.
“Eu cheguei para deixar meu filho no colégio, coloquei a bolsa nas costas dele, dei um beijo e ele entrou até a metade do caminho. Nesse momento fui abordada pela gestora com gritos, dizendo que eu estava atrasada. Eu pedi para ela baixar o tom, porque como gestora deveria dar exemplo, já que a escola é um espaço de acolhimento. Mas ela continuou gritando e apontando o dedo para mim”, relatou.
A mulher também relata que se sentiu constrangida diante da criança e de outras pessoas que estavam no local. “Meu filho assistiu toda aquela cena. Eu pedi novamente que ela falasse comigo com respeito, mas ela continuou alterada. Em determinado momento, vieram professores para separar a situação”, disse.
A mãe afirma ainda que se sentiu humilhada e ameaçada durante a discussão, e que procurou registrar a ocorrência. “Fui até a delegacia prestar queixa e também procurei a secretaria municipal. Fiquei muito abalada com tudo isso, principalmente porque meu filho presenciou a situação. Estou transtornada. Meu psicológico ficou abalado por tudo que aconteceu e por meu filho ter visto aquela cena,” contou. A Secretaria de Educação e Esporte de Petrolina foi procurada pela redação, que encaminhou a demanda e aguarda esclarecimentos sobre o caso.



Onde não há ordem, a baderna e o abuso tomam de conta. A verdade é que muitos pais atrasam para deixar e buscar o filhos no final da aula, achando que profissionais da educação são seus empregados domésticos ou babás. Já presenciei muitos gestores aguardando ou levando filhos para entregar aos pais, por conta mesmo de atrasos inaceitáveis e, muitas vezes, por irresponsabilidade dos pais. Por isso mesmo, o mau exemplo, vivemos em um sociedade decadente.
Essa não é a primeira vez que acontece esse tipo de situação , pois já fui professora da prefeitura dessa cidade , que tenho até vergonha de falar , mais já presencie vários relatos desse tipo e não deu em nada. Elas são arrumadinhos de vereadores , não vai dar em nadaaaaaa , vocês vão ver .
Petrus, você está certo quando fala sobre o atraso dos pais, mas nem todo atraso é fruto de irresponsabilidade. Portanto, nada justifica a falta de ética de uma gestora desequilibrada. A gestora de uma instituição (principalmente da educação) tem por obrigação, ser detentora de autocontrole emocional, caso contrário, tem que ser substituída.