Inovações tecnológicas marcam 26º Congresso Brasileiro de Fruticultura

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Crédito: Marcelo Ribeiro/Embrapa divulgação

A demonstração do uso de drones para aplicação de película que protege as plantas do estresse provocado pelo sol será uma das inovações apresentadas durante o 26º Congresso Brasileiro de Fruticultura (CBF), que começou ontem (30/09) e prosseguirá até sexta-feira (4) no Complexo Multieventos da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA). O equipamento em ação poderá ser conferido no terceiro dia do evento, amanhã (2).

A película é uma espécie de protetor solar, que faz “baixar a temperatura das folhas e aumentar o conforto térmico da planta“, explica o professor Ítalo Hebert Lucena Cavalcanti, Vice-Presidente da comissão organizadora do evento.

Na fruticultura tropical, em especial na praticada nas áreas irrigadas do Semiárido, o emprego de insumos que amenizam o estresse vegetal em culturas como manga e uva durante o ciclo produtivo amplia a produtividade dos pomares e melhora a qualidade das safras colhidas, afirma o professor.

Novidades como essa da edição 2019 do CBF. A presença dos principais especialistas do Brasil e do Exterior (África do Sul, EUA, União Europeia e Austrália) durante a programação de conferências, mesas redondas, palestras, minicursos e visitas técnicas dará ao evento uma dinâmica de “arena de debates” com a exposição de um “pool de tecnologias e de informações muito relevantes“, revela Cavalcanti.

Esse cenário põe em evidência um movimento de sinergia entre o setor privado e as instituições de ciência e tecnologia, que associa rigor científico e resultados práticos para as cadeias produtivas. Por isso o 26º CBF está resgatando a qualidade de ser um “evento técnico e prático“, com os atores que atuam diretamente com a produção e que fazem a cadeira de frutas no país: produtores, empresas privadas, pesquisadores, professores, estudantes, os empreendimentos que comercializam insumos, além do setor público.

O evento vai expressar “os estudos em execução por pesquisadores, professores e estudantes que vislumbram a aplicabilidade e incorporação de conhecimentos que façam avançar o uso das inovações tecnológicas no campo e ao longo das cadeias produtivas da fruticultura“. As instituições do setor, além de empresas privadas, vão apresentar diversas tecnologias, básicas e aplicadas, e que podem ser incorporadas aos sistemas produtivos em curto e médio prazo.

Este modo de organização do CBF refletiu na quantidade de profissionais inscritos. “Depois de várias edições, estamos assistindo o retorno do interesse do profissional pelo Congresso, o que é muito positivo e não poderia acontecer num lugar melhor do que Petrolina e Juazeiro, uma região onde a técnica aplicada à fruticultura é inegavelmente umas das mais avançadas do mundo“, enfatiza Ítalo.

Vínculo

O presidente do 26º CBF, Paulo Roberto Coelho Lopes, destaca os vínculos constituídos nos estudos científicos com o setor produtivo e a sociedade. Para ele, organizações como a Sociedade Brasileira de Fruticultura, a Univasf e Embrapa dão passos importantes para modernizar as técnicas de produção que levem ao uso racional dos insumos e de água para irrigação, desenvolvimento de novas variedades, manejo fitossanitário e pós-colheita.

A fruticultura, praticada em 2,4 milhões de hectares do território brasileiro, emprega diretamente 6 milhões de pessoas ou 27% do total gerado pela produção agrícola nacional. De acordo com Paulo Roberto, esses números refletem a parceria entre os setores público e privado e está indo no caminho de “ampliar a sustentabilidade técnica, social e econômica da fruticultura nacional, com impactos na geração de empregos e na elevação da competitividade da agricultura brasileira”, completa. Mais informações podem ser acessadas no site do evento.

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