Espetáculo com 10 anos de trajetória chega a Juazeiro para apresentação e oficinas

por Antonio Carlos Miranda // 14 de julho de 2026 às 21:00

Foto: Liz Santana/divulgação

Após dez anos de trajetória nos palcos, o espetáculo ‘Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja’ chega a Juazeiro (BA) para uma apresentação especial nesta quarta-feira (15), às 19h, no Centro de Cultura João Gilberto. A obra, criada pelo coreógrafo, bailarino e pesquisador baiano Brunno de Jesus, celebra uma década de circulação, pesquisa e reconhecimento na dança negra contemporânea brasileira.

Além do espetáculo, o público poderá participar gratuitamente da oficina Pisa-pé como pensamento coreográfico, ministrada por Brunno de Jesus, às 17h, no mesmo local. As duas atividades integram a programação do ‘Quarta que Dança – Circuito I – 2026’, iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Inspirado nas memórias do corpo, na ancestralidade e nas culturas afro-brasileiras, Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja transforma histórias, afetos e saberes ancestrais em linguagem coreográfica. A criação dialoga com referências como os orixás, a Zambiapunga e os Mandus do Recôncavo Baiano, convidando o público a refletir sobre o corpo como território de memória, pertencimento e criação.

Ao longo desses dez anos, o espetáculo percorreu importantes festivais nacionais e internacionais, consolidando-se como uma das produções de destaque da dança negra contemporânea. A obra também deu origem ao conceito do espetáculo, desenvolvido por Brunno de Jesus em sua pesquisa de doutorado em Dança na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Elenco

O elenco é formado por Arieli Batista, Dan Silva, Fred Lopes, Marcelo Santos, Raina Santos e Wania Souza. Suas diferentes histórias e experiências são parte fundamental da construção da obra. Entre os intérpretes está Marcelo Santos, artista negro cadeirante de Alagoinhas. Sua participação reforça a proposta do espetáculo de compreender a deficiência como potência estética, política e artística. A montagem também reúne artistas negros e negras, artistas LGBTQIAPN+ e de candomblé, reafirmando a diversidade como um dos pilares da criação.

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