Grupo mexicano do segmento têxtil deve investir em breve no Sertão do São Francisco

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Foto: Ivaldo Reges/divulgação

O senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Fernando Filho visitaram na manhã de ontem (15) a fábrica da PQS/Citepe, no Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca (PE), Região Metropolitana do Recife (RMR). A fábrica é um braço do grupo mexicano Alfa, líder do segmento de poliéster na América Latina, e está instalada em Pernambuco desde maio de 2018. Em breve, o grupo passará a fornecer o material para o polo têxtil do São Francisco.

A PQS será fornecedora da Covolan, do grupo São Francisco Têxtil, que já produz algodão em Petrolina e agora está ampliando a sua fábrica para também trabalhar com o poliéster. Essa expansão terá um investimento de R$ 46 milhões, e que certamente trará consigo investidores do Sul do País para o nosso Sertão do São Francisco, trazendo mais desenvolvimento, emprego e renda para a população”, destacou Fernando Bezerra.

Participaram da reunião o CEO da empresa, Carlos Flores, e os diretores Eduardo Bulgarelli e Attilio Contrini. Na apresentação feita aos parlamentares, foi destacada a demanda mundial pelo poliéster, que gira em torno de 56% dentre todos os tipos de fibra têxtil. No Brasil, esse valor chega a 34%, mas está em ampliação.

9 COMENTÁRIOS

  1. Uma indústria desse porte para vir cá deve ganhar algum subsídio do governo, por que é uma idiotice instalar uma unidade de produção deste nível onde não há logística eficiente para escoar a produção, basta ver o que houve com as têxteis que haviam por aqui, acabou o subsídio, fecharam as portas e se mandaram, quanto vai sair a conta para os pagadores de impostos?

    O Brasil é a terra do oba-oba, ganham aqueles que tem contato com políticos, que no fim das contas ganham apoio financeiro nas campanhas milionárias, pelo lobby dos que ganham bolsa empresário. O novo governo mesmo tendo um liberal no comando da economia parece não estar muito preocupado em mudar essa picaretagem envolvendo o erário.

    • Infelizmente é verdade. Dão esses subsídios e não cobram nenhuma contrapartida. Acabou o subsídio, apanham os lucros, depositam no exterior e vão embora. Veja a Ford o que está fazendo e nenhum poder público está dando a mínima. Quem fica no prejuízo? O povo, sem investimentos, sem emprego.

  2. amigo ao co trario de vc.parabenizo nossos guerreiros que nesta incansavel luta.conseguiram esta benecia para o sertao pernambucano.subsidio tem que ter pra chamar outros investimentos.parabens

  3. Fui iludido pelo título da reportagem. Na verdade o “investimento” mexicano será apenas de fornecer a matéria prima para uma empresa que já existe em Petrolina. Ou seja, não haverá investimento nenhum. Como dizem os mais jovens, fui trolado!

    • Mentira deslavada, Petrolina cresceu graças ao seguintes fatores:

      1- Se encontrar em terreno de planície, que favorecia a irrigação quando as tecnologias da época não eram favoráveis;
      2- Se encontrar na parte navegável do São Francisco, que facilitava a comunicação com o resto do país e o transporte da produção;
      3- Economias agrícolas permitem grande concentração de renda, acumulação de capital é fator determinante para o desenvolvimento;

        • Irrigação já existia aqui muito antes da Codevasf, as ruínas das rodas d’águas e dos motores à diesel são provas disso. Aliás o projeto de irrigação era um projeto federal, com base em um programa do governo federal datado de 1960 e com ajuda da FAO (ONU). Mais história e menos marketing coelhista por favor. Quer manter a coelhada no luxo, faça isso com seu dinheiro, com o meu não.

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