Grandes Personalidades do Nordeste serão temas de lives lançadas pela Fundaj

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Foto: Wikimedia Commons

Em um movimento de valorização da história nordestina, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) lança a série ‘Grandes Personalidades do Nordeste’. O projeto é um conjunto de sete biografias como as de Padre Cícero, Zumbi dos Palmares e Nísia Floresta. Lampião é tema da primeira edição, nesta quinta-feira (18), com o palestrante e pesquisador Frederico Pernambucano de Mello, que é especialista no tema cangaço. Elas vão ao ar toda quinta-feira, começando de amanhã, às 17h, no perfil do Instagram @FundajOficial.

Para Mario Helio, diretor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj, o especial tem como intuito destacar figuras nordestinas a partir do acervo da Fundação. “A série vai destacar alguns dos nomes que fizeram a cultura nordestina ir além da cana-de-açúcar e dos verdes mares bravios de sua terra. Nas palestras, sempre que possível, utilizaremos o acervo da Fundaj, em especial, o disponível no Centro de Estudos da História Brasileira. O mesmo servirá não apenas para ilustrar as conferências, como também de apoio vivo e de qualidade”.

O Rei do Cangaço é natural de Serra Talhada (PE), no Sertão do Pajeú. Lampião viveu apenas quarenta anos e fez-se uma lenda. Morto, é fonte de permanentes pesquisas, estudos, leituras e releituras de um tempo em que no Brasil imperava mais a força do que a lei em si. “Uma grande diferença que Lampião carregava em relação aos outros cangaceiros era a sua combinação paradoxal. Apesar de ser um homem viril e brutal, ele também costurava e bordava com primor. Dessa forma, ele impactou fortemente a estética do cangaço”, destacou o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello.

Nessa primeira palestra, o público conhecerá as “faces” do nordestino e a importância do movimento ao qual fazia parte. Mediada pelo jornalista Marcelo Abreu, a programação se dividirá em: origem do cangaço, revoluções históricas, e a figura de Lampião nesse contexto. O cangaço será apresentado como uma insurgência coletiva, grupal, armada, e meta racial; e Lampião, como uma espécie de rei que impunha seu reinado pela força. Apesar disso tinha um lado sensível à arte, pois quando menino aprendeu a ser alfaiate. (Fonte: Diário de Pernambuco)

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