Gaturiano solta o verbo contra imprensa e adversários políticos: “Ando de cabeça erguida”

por Carlos Britto // 28 de setembro de 2022 às 07:39

Foto: Nilzete Brito/Ascom CMP

Na primeira sessão plenária, ontem (27), na Câmara de Petrolina, após ter sido solto pela justiça na semana passada, o vereador Gaturiano Cigano (UB) voltou a fazer um discurso contundente da tribuna. Gaturiano foi preso temporariamente, no último dia 5 de setembro, durante a Operação ‘Romani’ deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

Voltando-se contra alguns veículos de imprensa, que segundo ele “propagam mentiras” a seu respeito, o vereador disse que não se intimidará. “Não vou baixar a cabeça. Se tem uma palavra que não existe no meu dicionário é medo. Tenho coragem e muita fé, e de sobra”, desabafou.

Deixando claro não estar fazendo nenhuma ameaça, Gaturiano lembrou que tudo tem início com o assassinato do seu tio, numa das avenidas mais movimentadas de Petrolina – a Honorato Viana. Ele frisou que a Polícia Civil (PC) fez o seu trabalho, inclusive pedindo a prisão de suspeitos do crime, mas até agora sua família espera respostas da justiça.

Depois disso, foi acusado de envolvimento na tentativa de execução de um homem suspeito pela morte do seu tio. Na ocasião a delegacia de Mirandiba (PE), onde estava o suspeito, foi invadida em fevereiro deste ano e houve até troca de tiros. Gaturiano assegura, no entanto, que nunca esteve em Mirandiba e nada teve a ver com esse fato. Já sobre as armas de grosso calibre encontradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no seu carro, no mesmo dia, Gaturiano ressaltou que tem autorização legal para possuí-las. Também garantiu que nenhuma dessas armas foi levada pela Polícia Federal (PF) em uma operação na sua residência. “Se tivesse feito algo errado, eu não estava aqui (na Câmara)”, declarou.

Críticas

O vereador também reforçou estar sendo alvo de uma grande perseguição política, já que pretendiam tirá-lo da campanha dos seus aliados neste ano. “Isso ficaria ainda mais feio porque era para eu ter saído (da prisão) depois da política. Fizeram as contas muito bem feitas, mas o juiz voltou atrás e viu que não tinha provas, e não tem, para me incriminar. Essa é a política que eu escolhi, mas não assim. Jogarem sujo desse jeito é vergonhoso. Ando nos quatro cantos da cidade de cabeça erguida, estou tranquilo. Se fizer algo errado, estou para pagar. Mas pagar algo pelo que não fiz? a justiça sempre vai ser favorável a mim”, completou Gaturiano, que disse ter todo o respeito ao trabalho do Judiciário e da polícia. Ele também agradeceu, mais uma vez, aos familiares e amigos que o apoiaram nesses momentos.

A respeito da segunda prisão de Gaturiano, o advogado dele, Marcílio Rubens Gomes Barbosa, informou à imprensa, semana passada, por meio de nota, que não foi dado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e nem ao Juizado que proferiu a decisão o devido conhecimento sobre os fatos apurados pela polícia, induzindo essas autoridades “ao erro“.

Gaturiano solta o verbo contra imprensa e adversários políticos: “Ando de cabeça erguida”

  1. Paulo disse:

    No Brasil e assim cabeça baixa só para os honestos porque sentem vergonha dessas lei.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.