Funcionários da Viva Petrolina fazem protesto em frente à prefeitura, mas devem analisar proposta da empresa

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greve funcionários Viva PetrolinaEm greve pelo quarto dia consecutivo, funcionários da empresa Viva Petrolina foram protestar, na manhã desta sexta-feira (20), em frente à sede da prefeitura municipal, na Avenida Guararapes.

Munidos de várias faixas e com narizes de palhaço, os profissionais exigiam ter uma audiência com o prefeito Julio Lossio. A principal reivindicação diz respeito aos salários atrasados da categoria, que chegam ao terceiro mês.

Com o protesto, a Guararapes ficou parcialmente interditada, o que obrigou equipes da EPTTC e da Polícia Militar, que foram acionadas ao local, a desviar o tráfego de veículos pela Rua Dr.Pacífico da Luz (em direção ao Círculo Militar). “Pedimos a compreensão da população, porque estamos lutando pelos nossos direitos”, disse um dos grevistas, no carro de som.

Além dos salários atrasados, os funcionários da Viva dizem que estão há dois meses sem receber os tíquetes-alimentação. Também revelaram que a empresa não estaria recolhendo o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Os funcionários demitidos não têm baixa na carteira de trabalho, e quando vão reclamar a única coisa que a empresa diz é para procurarem seus direitos na justiça”, disse ao Blog um dos funcionários, que preferiu não se identificar.

Os manifestantes informaram que o total da dívida da Viva, somente com a folha atrasada de pessoal, seria de R$ 380 mil.

Desconfiança

Eles revelaram que o pai do empresário Eduardo Urzêdo, sócio majoritário da empresa, veio de Santa Catarina para Petrolina e ofereceu R$ 300 mil para quitar as pendências, de forma parcelada, com os funcionários. A categoria, no entanto, não aceitou.

A gente já não confia, porque eles não cumpriram acordos judiciais nas outras greves que fizemos, e acabaram demitindo”, revelou o funcionário, acrescentando que essa pendenga já vem desde quando a Viva Petrolina entrou na cidade sem licitação, substituindo a Vale do Sol e a Menina Morena. Desde então, a empresa vem alegando que não assumiria “dívidas herdadas”.

Os manifestantes garantiram que só liberam os ônibus parados em frente ao Centro de Convenções se a Viva Petrolina quitar os salários atrasados da categoria. E se mostraram decididos a falar de qualquer forma com o prefeito. “Foi ele quem permitiu a vinda dessa empresa, e agora queremos que ele nos ajude”, afirmou outro funcionário da Viva.

Após o protesto em frente à prefeitura, os funcionários tiveram uma reunião na sede da EPTTC com representantes da empresa, da qual também participaram o presidente do sindicato da categoria, Jaime Pessoa, e a vereadora Cristina Costa. O saldo, segundo informações repassadas ao Blog pela assessoria da prefeitura, teria sido positivo. Neste momento, os manifestantes realizam uma assembleia no Centro de Convenções para discutirem se aceitam ou não a proposta da Viva Petrolina.

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