Ex-prefeita Luciana Santos: PC do B defenderá candidaturas competitivas em Petrolina

por Carlos Britto // 24 de maio de 2009 às 16:10

100_1448Na segunda parte da nossa entrevista com a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (PC do B), ela falou sobre os rumos do partido em Petrolina.

Perguntada se chegou a hora do PC do B deixar de ser apenas um aliado para assumir um papel de protagonista nos processos políticos na cidade, Luciana ponderou: “nem tanto ao ar, nem tanto à terra”.

Para a ex-prefeita de Olinda, estes “são caminhos que o partido tem a percorrer”. Ela garante, contudo, que o mais importante é consolidar candidaturas com chances reais de êxito dentro da concepção de forças partidárias defendida pelo PC do B.

“Defenderemos sempre candidaturas competitivas. Se no momento a candidatura competitiva for a de um aliado, não vamos nos furtar de participar”, disse Luciana.

Como exemplo ela citou o prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho, elogiado por Luciana pelo trabalho que vem fazendo à frente do município. “Isaac não era do partido, mas acabamos nos aproximando pela sua postura correta e por ter contribuído como empreendedor para o desenvolvimento de Juazeiro”, argumenta a ex-prefeita.

“Em Petrolina o partido está sempre de olho em alguém que possa se enquadrar nessas possibilidades. Mas o fundamental é ter pessoas que pensem como o partido, tenham idéias do partido, e não apenas para serem candidatos”, ressaltou.

Mas ela sabe que alguns fatores transformaram o PC do B num partido que não pode se contentar mais com papeis secundários.

Haja vista a eleição de Luciana para a prefeitura de Olinda (em 2000), sua reeleição em (2004) e a eleição do seu sucessor, Renildo Calheiros – além de já ter emplacado o deputado federal Aldo Rebelo à presidência do Congresso – e do papel que o PC do B vem tendo dentro da frente que elegeu o presidente Luis Inácio Lula da Silva desde 2002.

A meta,conforme a ex-prefeita, é de fazer de três a quatro deputados estaduais em Pernambuco, e de 25 a 30 deputados federais pelo país. “Queremos superar a contradição de ser um partido de muita influência política, mas de pouca força eleitoral”, concluiu.

Por Antonio Carlos Miranda

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