Encontro na Casa Plínio Amorim sem a presença do Sindsemp revolta servidores e sobra para Osório

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sindsemp na camaraO impasse entre os servidores em greve e a Prefeitura de Petrolina teve mais um capítulo turbulento na manhã de hoje (23). Sem sessão ordinária, os vereadores da Casa Plínio Amorim reuniram-se com representantes do município na sala de comissões da Casa. Detalhe: no encontro, a portas fechadas, não havia nenhum representante do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsemp), o que revoltou as lideranças da entidade e os grevistas que foram à Câmara.

A presidente do Sindsemp, Léia Araújo, disse que não iria aceitar resultados provenientes da reunião sem a presença de alguém para falar pelos servidores, até porque o projeto de lei que trata do reajuste salarial da categoria, enviado à Casa pelo prefeito Júlio Lóssio (PMDB), não está em sintonia com as reivindicações do Sindicato. “Não queremos resultados sem que também tenhamos construído”, desabafou.

Um dos alvos dos servidores foi o presidente da Mesa Diretora, vereador Osório Siqueira. Cercado pelos manifestantes, ele foi chamado de “ditador” e “traíra” por impedir a participação das lideranças sindicais na reunião, da qual estavam a secretária de Administração Andréia Gomes e o assessor especial da prefeitura, Cléber Araújo.

Osório ainda tentou justificar à Léia que os representantes do Executivo pediram para o encontro ser somente com os vereadores, informando que Casa tem autonomia para realizar reuniões a portas fechadas. Mas ele garantiu que a discussão não se tratava de aceitar o projeto original do reajuste.

Estamos justamente cobrando tudo o que o Sindicato reivindica. Estou pagando o pato sem ter nada a ver”, afirmou o presidente, referindo-se aos gritos de protestos dos manifestantes. O presidente foi respaldado pela colega Cristina Costa (PT), a qual disse que a estratégia era unir os governistas e oposicionistas na reunião para tentar sensibilizar o Executivo.

Sem avanço

Apesar disso, a reunião entre os vereadores e os representantes do prefeito acabou como começou: sem nenhum avanço. Na saída, o assessor do prefeito, Cléber Araújo, negou que tivesse barrado a presença de um representante do Sindsemp no encontro. Ele ressaltou ainda ter sido convidado, juntamente com a secretária Andréia, para “tirar algumas dúvidas” dos vereadores acerca do projeto. Também afirmou que foi o Sindsemp, não a prefeitura, quem abandonou a mesa de discussões e partiu para as ruas e lamentou a postura dos servidores na Casa Plínio Amorim. “O Sindicato quer baderna. Aqui é uma Casa do povo, não é Casa para bagunça”, provocou.

11 COMENTÁRIOS

  1. Meu Deus!!! Como uma pessoa consegue ser tão cínico como esse assessor do prefeito hein? Eu estava na camara e vi sim eles incumbidos com os vereadores eleitos com o dinheiro de FB e que se venderam para esse ditador, vereadores fracos, trairas, covardes, fecharam as portas para os representantes do sindicato e depois esse sujeito ainda sai falando que o sindicato foi quem abandonou tudo? Qualquer hora dessas eles vã levar o que estão precisando, a começar pelo prefeito, bando de mentirosos….

  2. Quem não quer negociar é o Executivo que diz que não haverá nenhum diálogo com o Sindsemp, infelizmente para nós servidores!Mesmo sem querermos teremos que continuar reivindicando pois existe sim Ditadores em nossa cidade incluindo esse gestor!

  3. Isso é uma piada! O que o prefeito quer é jogar a culpa dos seus desmandos nos servidores e no sindicato, posando de vítima usando para isso os seus capachos: o seu assessor Cléber e a secretária Andrea. É claro que a reunião à portas fechadas foi com intuito de manipular os vereadores a fim de que votassem o projeto a favor do executivo.
    A vereadora Cristina Costa essa traidora, ainda tenta defender Osório Siqueira outro traidor!
    Se realmente Julio Lóssio tivesse interesse em negociar com o sindicato, teria convidado os representantes para participarem da reunião. Ou os seus puxas sacos se reuniriam no salão principal, onde acontece as sessões ordinárias de portas abertas com a presença dos servidores.
    Repito: colegas servidores olho vivo nos vereadores! estão tentando votar o projeto do ditador pelas nossas costas!

  4. É uma piada esse acontecimento! no qual assistimos a cara de pau desse prefeito posando de vítima, jogando a culpa do impasse no sindicato e servidores. Usando para isso os seus capachos: o assessor Cléber e a secretária de administração Andreia. Evidentemente a intenção dos mesmos era manipular os vereadores a fim de que eles votassem a favor do projeto do executivo.
    A traidora da Cristina Costa ainda tenta defender Osório, outro traidor!
    se realmente a intenção dos representantes de Julio Lóssio fosse tentar um consenso, a reunião aconteceria na sala principal onde acontece as sessões ordinárias na presença dos servidores e sindicato e não à portas fechadas, somente com a presença dos vereadores.
    Repito: colegas servidores! olho vivo nos vereadores pois estão tentando votar no projeto do ditador nas nossas costas!

  5. Cristina Costa, não te reconheço mais vc que sempre levantou a bandeira em defesa dos trabalhadores em Educação , hoje está do lado oposto dando sustentação a os desmando desse prefeito ditador e demagogo, digo uma coisa esta tua posição vai te custar muito caro nas próximas eleiçoes, pq a maioria dos seus eleitores são funcionários municipal e Estadual é só esperar pra ver.

  6. COLEGAS SERVIDORES, vamos estar todos juntos nessa luta, se alguma categoria já se sente beneficiada, por ajuda específica de algum vereador que só enxerga uma categoria municipal, continuem na luta, lembre-se vereador que vc foi votado por todas as classes e nós estamos vendo, SERVIDORES A CLASSE É ÚNICA, SERVIDORES MUNICIPAIS.
    Vereadores vem e voltam e a classe permanece, qualquer hora, estaremos juntos de novo e o vereador será apenas presidente.

  7. É claro que essa reunião não poderia ter a presença de representantes dos servidores pois não poderiam presenciar os “conchavos” dos nossos edis com o executivo para atender aos seus interesses e não o dos trabalhadores (como é característico deles). Enquanto foram de uma “eficiência britânica” e rapidez inigualável na aprovação de um projeto para aprovar seu próprio aumento não estão nem ai para o servidores públicos!

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