Empresário de Sobradinho é acusado de agredir e coagir menores, mas justifica que denúncia tem cunho político

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Foto: Bahia Notícias

Um fato ocorrido em Sobradinho, no norte da Bahia, no último dia 18 deste mês, ganhou uma grande repercussão na cidade por meio das redes sociais nesta semana. A educadora e servidora pública do município, Francineide Leoniza de Araújo Silva, denunciou o empresário Paulo Lima e dois parentes dele por agredirem e coagirem um menor de 13 anos e seus irmãos de 15 e 17 anos. Os três garotos são sobrinhos dela (vejam o depoimento completo no link disponibilizado pelo Blog).

O fato ocorreu entre 21h e 22h. Segundo Francineide, os dois mais velhos brincavam em frente de casa – na Quadra S-19 da Vila São Joaquina – quando Paulo Lima e seus parentes chegaram e os obrigaram a entrar na residência, onde o menor de 13 via televisão.

A tia dos meninos contou, pelas redes sociais, que o empresário queria que o mais novo confessasse um roubo (inclusive no mesmo dia 18), do qual ele disse não ter cometido. Já seus irmãos foram impedidos de sair de casa para pedir ajuda. “Não há justificativa para as injustificáveis ações criminosas abusivas e absurdas, praticadas contra as crianças que viveram momentos aterrorizantes”, desabafa Francineide.

Contestação

A este Blog, Paulo Lima rebateu a versão da servidora. Primeiro, disse não ter recebido nenhuma notificação da polícia e, por este motivo, não poderia se pronunciar de forma oficial. O empresário justificou ainda que, no dia e hora do ocorrido, ele participava de um evento católico religioso chamado Homens do Terço (conforme foto acima enviada à reportagem).

Para Lima, tudo não passa de uma “questão político-eleitoral”, até porque a autora da denúncia é uma servidora pública. “Eles (os adversários) têm uma pesquisa que mostra que a gente está liderando com 8%, 10%. Infelizmente temos de passar por essa situação. O fato não é verdade, isso foi criado. Eu nem conheço ela (Francineide)”, declarou.

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