Em Petrolina, Humberto Costa não confirma nem descarta nova aliança com PSB em Pernambuco

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Foto/arquivo Blog do Carlos Britto

O senador Humberto Costa (PT) não confirmou – ao menos por enquanto – a reedição da aliança com o PSB para as eleições 2018. Ao contrário do que disse o deputado federal socialista Gonzaga Patriota, em sua confraternização com a imprensa de Petrolina no último final de semana, o líder petista garantiu que nenhum martelo ainda foi batido.

Humberto, que esteve ontem (28) em visita à Casa Plínio Amorim e participou de uma reunião na cidade com correligionários e lideranças petistas locais, frisou que na semana passada foi a São Paulo, onde se reuniu com integrantes do diretório do PT, e também teve dois encontros com o ex-presidente Lula para tratar do cenário de Pernambuco. Em nenhum desses momentos, segundo o senador, Lula confirmou qualquer conversa com o PSB.

Ele garantiu que o único contato entre petistas e socialistas aconteceu há dois meses, com a presença da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, e toda a executiva do PSB. Na ocasião foram discutidos temas como uma campanha por eleições livres para permitir a candidatura de Lula, além da elaboração de um programa comum a ser feita pelas fundações dos respectivos partidos. Mas não houve avanços em termos de eleições 2018, muito menos no âmbito regional. “Acho que esse é muito mais um sentimento (de Gonzaga)”, avaliou Humberto.

O senador adiantou que em janeiro deve haver uma conversa mais formal entre as legendas quanto à eleição presidencial, e a pauta regional pode ser incluída. Humberto, no entanto, deixou claro que a possibilidade de uma aliança com o PSB não está descartada. “Apenas ainda não houve um passo concreto para isso. Se acontecerá ou não, é outro debate. Entrarão outras variáveis, não somente a questão nacional”.

Consenso

O fato é que a possibilidade de petistas e socialistas compartilharem do mesmo palanque em Pernambuco é mais real do que improvável. O próprio governador Paulo Câmara (que deve tentar a reeleição) já tinha dito, numa das vezes que veio a Petrolina, estar aberto ao diálogo. Esta semana ele deu outro sinal positivo ao dizer que a candidatura do ex-presidente seria importante para o país, indo ao encontro do projeto prioritário do PT. Além disso, o senador ressaltou que embora o seu partido tenha protagonizado embates duros com o PSB, além dos socialistas também terem defendido o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, atualmente as duas legendas também encontram afinidades – ambas são contra o Governo Temer e as reformas.

O líder petista só considera impossível ter o senador Armando Monteiro Neto (PTB) novamente como aliado, como ocorreu em 2014, uma vez que Armando está atualmente mais próximo com setores que representam “a velha direita pernambucana, que sequer absorvia a figura de um ex-governador Miguel Arraes”. Humberto deixou claro que a palavra final em relação às costuras no Estado caberá à Executiva nacional do PT, mas acredita que poderá haver um consenso.

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