Diretor-presidente da AMMPLA sobre novo edital de licitação do transporte coletivo: “Feito para empresas que querem prestar bom serviço”

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O município de Petrolina participará, pela primeira vez, de um processo de melhorias efetivas no transporte público de passageiros, a partir de uma nova licitação que se encaminha como um grande divisor de águas para o sistema. O tema será colocado em discussão junto à sociedade, numa audiência pública a ser realizada nesta sexta-feira (20), a partir das 8h, na Casa Plínio Amorim.

De acordo com o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), Geraldo Miranda, o debate servirá para a prefeitura colher todas as informações possíveis no sentido de melhorar ainda mais o edital do processo licitatório, que está em fase de conclusão. “Nosso edital está, de certa forma desenhado, mas a gente precisa estar sempre ouvindo a população e todos os segmentos interessados”, frisa.

Geraldo afirma que o objetivo da administração, neste momento, é se voltar para um resgate na qualidade do serviço oferecido pelos ônibus urbanos no início dos anos 2000, quando era bastante elogiado pelos usuários do sistema. Ele explica que esse serviço se perdeu pelo fato de uma licitação, à época, não ter sido pensada de maneira completa, sem levar em conta critérios de fiscalização, de avaliação e também punitivos. “O edital contemplava tão somente a melhoria dos ônibus. Não teve uma preocupação maior em relação aos itinerários e, principalmente, a esses critérios, que não foram previstos”, analisa.

Ele ressalta que neste novo processo será levado em conta um contrato de prestação de serviços normatizado, o que permitirá à prefeitura cobrar e determinar à empresa ganhadora a forma pela qual o serviço será realizado. “Neste edital isso está previsto. Estamos colocando não apenas a forma como a empresa vai se comportar, mas como ela será regida”, pontua. Exemplo disso será o vale-transporte, que a partir do novo edital perde o prazo de vencimento (ao contrário de como funciona atualmente). “A empresa vai transportar o passageiro e será remunerada pela prestação de serviço efetivo. Isso, de certa forma, incentiva a empresa a atender mais e melhor. Talvez tenha sido que tenha faltado lá atrás”, completa.

O secretário executivo da AMMPLA, José Carlos Alves, reforça também que outro item a ser priorizado no edital é a renovação da frota. Ele explica que a melhoria do serviço inclui a obrigação à futura empresa de colocar em circulação, no mínimo, 80% dos ônibus zero quilômetro. “A população reclamava muita da frota, que é velha e os carros quebravam muito. Então nós, preocupados com isso, primamos pelo nível de serviço”, observou. José Carlos frisou ainda que os veículos deverão vir com ar-condicionado e um acesso facilitado ao passageiro, dentro do contexto da acessibilidade. Ele acrescenta também que o edital prevê melhorias nos abrigos, reivindicação bastante reclamada pelos usuários do sistema.

Desafio

Geraldo acredita que essa nova página a ser escrita pelo transporte coletivo “é um desafio”, tanto para ele quanto para o secretário-executivo da AMMPLA e toda a equipe técnica do órgão municipal. “Isso mexeu com nosso tempo, nossa determinação e, principalmente, nossa vontade de acertar”, afirmou. Ele diz que o processo ainda tem que passar pelo crivo jurídico, mas assegura que foi feito de forma atrativa para empresas “sérias e bem-intencionadas, que vêm efetivamente para prestar um bom serviço”. “Aquela que ganhar certamente terá uma visibilidade muito grande”, finalizou.

3 COMENTÁRIOS

  1. QUERO VÊ COMO VAI TERMINAR ESSA BRIGA ENTRE O LEÃO E O COELHO. ESPERO QUE NÃO SEJA COMO TEMOS COSTUME DE VÊ NA NATUREZA,O LEÃO SEMPRE VENCENDO. O POVO PRECISA DE QUALIDADE NO TRANSPORTE PUBLICO.CHEGA DE TANTO SOFRIMENTO.

  2. Feito para manter público cativo para um grupo seleto de empresários, quem está selecionando a tal empresa que “quer prestar um bom serviço” é a prefeitura, e não os consumidores. Tenho uma alternativa melhor: extingue a Ammpla, livre mercado para qualquer zé que queira prestar o serviço, os consumidores decidem qual é o melhor, e não os burocratas do governo e seus apaniguados. Alguém tem culhões para isso?

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