Detalhes do inquérito dos respiradores do Recife mostram que investigação já ocorria há um mês

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As investigações da Polícia Federal em Pernambuco apontaram supostas ligações entre o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, e o ex-representante da Brasmed Veterinária no Estado, Adriano de Lima Cabral. Brasmed é o nome fantasia Juvanete Barreto Freire, uma das envolvidas na venda de respiradores à Prefeitura do Recife, junto com a Bioex Equipamentos Médicos. Em entrevista que consta no inquérito da PF, Adriano Cabral teria dito que ofereceu os ventiladores pulmonares ao secretário, com quem já havia mantido contato porque ele teria sido seu chefe anteriormente, mas não afirmou onde nem quando.

A PCR respondeu que “o secretário de Saúde do Recife nunca trabalhou nem conhece essa pessoa”. O Ministério Público Federal chegou a pedir o afastamento temporário de Jailson Correia e de Mariah Amorim Bravo – uma das responsáveis pelo contrato de compra – por um período de 45 dias, mas a Justiça Federal não acatou. Nesta quinta-feira (28), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, no âmbito da Operação Apneia II, no Recife e em São Paulo. Os agentes estiveram

Na primeira fase da operação, no início da semana, a PF localizou em um depósito em Casa Forte os 35 respiradores que foram vendidos à PCR e depois recolhidos pela empresa depois da rescisão do contrato. No local, só foram encontrados 25 aparelhos, porque a empresa já havia comercializado dez. Para evitar que o grupo continuasse se desfazendo do restante dos equipamentos e dificultasse a perícia pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma cautelar na Justiça Federal. A juíza da 36ª Vara Federal, Carolina Souza Malta, decretou o impedimento da venda, do transporte ou de qualquer outro ajuste nos ventiladores pulmonares, como meio de preservação da prova para vistoria pelo TCE e pela CGU.

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