Com probabilidade ínfima de achar sobreviventes, destroços se tornam prioridade máxima

por Carlos Britto // 06 de junho de 2009 às 16:37

“A probabilidade de haver sobreviventes é ínfima. É muito difícil que se encontre, tendo em vista a magnitude do acidente e o tempo decorrido”. Assim classificou o brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, as chances que as equipes de busca têm de encontrar os passageiros do voo 447 da Air France, desaparecido desde domingo (31 de maio).

Ramon Cardoso também admitiu que alguns destroços do Airbus já podem ter afundado. “A dificuldade é que, além dos pedaços serem muito pequenos, a área é muito grande e alguns desses destroços que estavam flutuando nos primeiros dias já podem ter afundado. Não temos a garantia de que todos [os objetos] estarão flutuando”, afirmou.

Nesta sexta (05), as condições meteorológicas dificultaram a visualização de novas peças e não houve recolhimento de nada do mar. “Nós não temos nenhuma recuperação de material, mas isso é diferente de dizerem que não temos nenhuma pista. Temos todo o histórico do caso, os locais onde os destroços foram avistados, os estudos das correntes, os cálculos”, assegurou o militar.

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