Secretário de Educação de Petrolina ressalta que servidores precisam retomar atividades, sem esquecer discussões pós-greve

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LeiteO secretário de Educação de Petrolina, Heitor Bezerra Leite, enviou um artigo falando sobre a importância da educação como garantia para um futuro melhor de crianças e adolescentes. Nesse contexto, o secretário enfatizou os baixos salários que os professores ganham em todo o país.

No artigo, o secretário ainda deixa claro a importância de manter o diálogo e afirma que normalizar as aulas é interesse de todos que torcem por uma educação de qualidade.

Confiram:

“À semelhança do que ocorre em família, quando o problema de um dos entes, a realidade das salas de aula e movimento grevista passam a ser problema de todos, as questões atinentes à educação se constituem em interesse de todos em uma comunidade, até mesmo daqueles que ainda não conseguem percebê-las, tendo em vista a idade ou a impossibilidade de terem sido, por ela, privilegiados.

Em termos gerais, entende-se por greve um movimento que provoca a paralisação de uma atividade produtiva. No âmbito das atividades econômicas que visam ao lucro imediato, tal ação tende a gerar prejuízos ao empresário responsável pela produção, o que o leva a uma reflexão sobre a necessidade de melhorar salários e condições de trabalho. Nesse caso, as decisões costumam ser de sua única responsabilidade e, normalmente, são frutos de uma simples análise da relação custo/benefício. A grande diferença é que, com o fim da greve, os problemas se dão por encerrados.

Bem sabemos que tudo é diferente quando se trata de educação. Dela dependem praticamente todas as expectativas sociais, todas as perspectivas de progresso e, principalmente, o sentido que temos de legar um futuro melhor a nossos filhos. Se isso não bastasse, para verificarmos a extensão da questão em pauta, perguntemos aos pais e mães de família, que precisam sair diariamente para suas atividades de trabalho, como se sentem ao saber que nesses dias não terão a tranquilidade de deixar seus bens maiores acolhidos pelas escolas.

É imperioso que conheçamos a abrangência do projeto dedicado aos professores e as dificuldades que se contrapõem a ele. Todos concordamos que seus salários estão defasados e não refletem, ainda, a tão anunciada valorização dos quadros do magistério. Mas desconheço uma possibilidade real de se conquistar a caminhada que não contemple o consagrado método do diálogo inteligente, desprovido de radicalizações.

A Lei de Responsabilidade Fiscal é inflexível e limita os gastos com despesas salariais. Por outro lado, o piso salarial, também criado por lei e contemplado em nossa cidade suscita um conflito que desafia as contas públicas e chama à responsabilidade qualquer gestor público que se considere minimamente sério.

Proponho a continuidade da presente discussão, a fim de enfatizar a importância de retomarmos as aulas e manter abertos os canais de discussão. Nós, na condição de educadores, trabalhamos com a singular prática da construção no nobre ofício de ensinar, o qual nos impõe a qualificada arte de dialogar com respeito, questionar com base em fundamentos, ouvir sem preconceitos e, finalmente, concluir sem desconsiderar vetores, personagens e contingências. Voltar às aulas já não encerrará, em absoluto, as negociações, o diálogo e a luta pelas condições desejáveis, que me permito repetir, é interesse de todos nós.

É chegada a hora de, efetivamente, olharmos para o futuro. A educação é responsabilidade de todos! Temos de equacionar recursos que nos permitam melhores condições de saúde, segurança e investimentos em infraestrutura. Isso tudo sem descuidar de nossas escolas e dos salários dos professores, nossa prioridade maior. Esses desafios impõem a necessidade de valores, criatividade e inteligência, pressupostos intimamente relacionados com a prática escolar, que não pode estar fechada, nem aos alunos, nem às discussões que levarão inexoravelmente às soluções!”

Heitor Bezerra Leite/ secretário municipal de Educação

17 COMENTÁRIOS

    • Roussof; vou responder à sua pergunta em poucas palavras! O atual secretário de educação de Petrolina foi instrutor (nome que os militares designam seus professores) na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, além de ter comandado a Escola de Formação Complementar do Exército e o Colégio Militar do Salvador. É doutor em Aplicações Militares e possui os cursos de Direito e Relações Internacionais. Acho que ele entende um pouquinho de educação, não?

  1. Secretário, faça-me o favor. Dialogar com u gestor como Júlio Lóssio? O senhor vem com um discurso recheado de clichês e quer colocar a responsabilidade da greve nos professores municipais? Sou Professor na esfera Federal, mas me solidarizo com os intentos dos colegas do município, que são totalmente legítimos, não só os salariais, mas principalmente nas condições de trabalho, na privatização dos serviços de creche com a famigerada Nova Semente, e principalmente, com a escolha de um nome para secretaria de educação quem da área é, um militar, como se não tivéssemos quadros nos município, que sejam da área educacional, para assumir o desafio. Esse seu pensamento é totalmente convergente, é claro, com gestor “competente” que temos no município. Como diria o filósofo francês: “O povo tem o governo que merece.!

    • Fábio Porto; o atual secretário de educação de Petrolina foi instrutor (nome que os militares designam seus professores) na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, além de ter comandado a Escola de Formação Complementar do Exército e o Colégio Militar do Salvador. É doutor em Aplicações Militares e possui os cursos de Direito e Relações Internacionais. Acho que ele entende um pouquinho de educação, não?

    • Você é muito preconceituoso João Teles Santos. Não sabe nem que estamos em pleno Estado Democrático de Direito (ou seu preconceito não permite admitir). O atual secretário de educação de Petrolina foi instrutor (nome que os militares designam seus professores) na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, além de ter comandado a Escola de Formação Complementar do Exército e o Colégio Militar do Salvador. É doutor em Aplicações Militares e possui os cursos de Direito e Relações Internacionais. Acho que ele entende um pouquinho de educação, não?

    • Paulo; o atual secretário de educação de Petrolina foi instrutor (nome que os militares designam seus professores) na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, além de ter comandado a Escola de Formação Complementar do Exército e o Colégio Militar do Salvador. É doutor em Aplicações Militares e possui os cursos de Direito e Relações Internacionais. Acho que ele entende um pouquinho de educação, não?

  2. Eu como pai que tem dois filhos que estudam na rede pública de ensino vejo o pronuciamento desse secretário coerrente e bem intensionado . Devemos lutar unidos pela educação dos nossos filhos. Vejo qualquer greve com fim politiqueiro. Basta. Meus filhos tem que estudas. Professor não se deixe ser manipulado por politiqueiros profissionais, voltem as aulas, já!!!!!

    • Eu como pai que tem dois filhos que estudam na rede pública de ensino vejo o pronunciamento desse secretário coerente e bem intencionado . Devemos lutar unidos pela educação dos nossos filhos. Vejo qualquer greve com fim politiqueiro. Basta. Meus filhos tem que estudar. Professor não se deixe ser manipulado por politiqueiros profissionais, voltem as aulas, já!!!!!

      • diz isso porque,seu filho não estuda na escola de poço da cruz,a situação é uma calamidade!portanto ele pague corretamente porque se o servidor esta na rua a culpa é do prefeito1

  3. É interessante falar em Lei de Responsabilidade Fiscal quando o Executivo e o Legislativo aumentam seus próprios salários (mesmo que depois, para jogar para a plateia, reduz o salário do Executivo, o que, ainda assim, é bem superior ao valor que percebia no ano anterior). É impressionante falar em Lei de Responsabilidade Fiscal quando se gasta milhões com as festas juninas, com artistas que muitas vezes sequer são da região e que por vezes nada têm a acrescentar à cultura nordestina. É absurdo falar em Lei de Responsabilidade Fiscal quando o Governo Federal abarca o PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO, ou melhor, quando as verbas para a educação proveem do Governo Federal. Gostaria que se pensasse nisso antes de tecer qualquer comentário acerca do assunto.

    • Murilo; o atual secretário de educação de Petrolina foi instrutor (nome que os militares designam seus professores) na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, além de ter comandado a Escola de Formação Complementar do Exército e o Colégio Militar do Salvador. É doutor em Aplicações Militares e possui os cursos de Direito e Relações Internacionais. Acho que ele entende um pouquinho de educação, não?
      Corrigindo o seu comentário: Petrolina precisa é de pessoas competentes para cargos públicos do município…

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