Artigo do leitor: Mulheres ocupam cada vez mais postos na área de segurança privada

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No Dia Internacional da Mulher (8 de março), o leitor Genilson de Oliveira Santos ressalta o aumento no número de profissionais mulheres ocupando postos na área de segurança privada. Mas ele cobra do poder público a criação de leis que garantam o acesso dessas profissionais no mercado de trabalho. Confiram:

mulher segurançaA profissão de vigilante é regulamentada pela lei federal 7.102, de 1983. Para se tornar vigilante de bancos, lojas, escolas ou de indústria é necessário preencher alguns requisitos como: ter mais de 21 anos e ter estudado até pelo menos a 4ª série do ensino fundamental, além de outros. Mas um nível de escolaridade maior é necessário, uma vez que a modernização e novas tecnologias exigem pessoas altamente qualificadas. Todo vigilante tem de passar por cursos de formação autorizados e fiscalizados pela Polícia Federal, pelos quais os alunos têm aulas de tiro, de defesa pessoal, de combate a incêndio e de relações humanas no trabalho, entre outras que compõem o plano de curso.

O mercado de segurança privada é um dos setores que mais cresce e emprega no país, e a demanda por ‘guardetes’ está crescendo, mas sua presença ainda é pequena em nossa região. Mesmo assim elas chegaram com força total. No início, quando iniciamos nossas atividades há doze anos, era pouca ou quase nenhuma a participação delas em nossos cursos. Recentemente a procura pelos nossos cursos de segurança aumentou nos últimos anos, quando os bancos e lojas de roupas e acessórios femininos descobriram que havia a necessidade de contratar mulheres como alternativa para esses ambientes.

Em uma profissão cujo paradigma é o da força, aos poucos a presença da mulher foi mudando essa visão e ganhando respeito. A grande diferença entre o homem e a mulher não está na força física, mas sim na vantagem delas de serem mais detalhistas, perceptivas e ter atenção maior que o homem, além da sensibilidade no trato com o público. Mas se engana quem pensa que elas são sexo frágil, pois se necessário for elas estão preparadas para realizar abordagem, imobilizar e até fazer uso do armamento para conter um intruso.

A entrada da mulher no mercado de segurança privada é uma realidade e motivo de satisfação para todos os profissionais de segurança privada, bem como para toda a sociedade.

Esperamos que os empresários possam ver com mais clareza a importância da mulher nesse segmento e que possam abrir portas para incorporação em seus postos de trabalho. Por fim, é importante também frisar que o poder legislativo crie leis que garantam o acesso dessas profissionais no mercado de trabalho.

Genilson de Oliveira Santos/Oficial da reserva do Exército Brasileiro, Coordenador do curso de Segurança Privada da Sertão Escola de Formação de Vigilantes, formado em Ciências Biológicas pela UPE e pós graduando em Gestão e Políticas em Segurança Pública MBA pela Estácio de Sá

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