Artigo do leitor: “Vai sobrar para o velho e querido Estádio Adauto Moraes”

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Foto: Carlos Humberto

Após o festival de contratempos dentro e, principalmente fora de campo, no duelo entre Desportiva Juazeirense e Sport Recife na noite de ontem (10), pela primeira fase da Copa do Brasil 2021, o jornalista Carlos Humberto teme que o Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro (BA) – palco do jogo – seja o único a pagar essa conta.

Confiram:

Graças às bizarrices durante o jogo e pós-jogo, a convincente vitória da Juazeirense sobre o Sport Recife por 3 a 2 na Copa do Brasil terminou ficando em segundo plano nos grandes debates da mídia esportiva nacional.

Acusações de lado a lado e ilações de má fé, carentes de comprovação, permearam o tempo precioso do concorrido mundo televisivo, que me levam a supor que o culpado pelo suposto crime não será o mordomo, mas o majestoso estádio Adauto Moraes de glórias mil, templo do futebol amador de Juazeiro e agora palco de competições do futebol profissional.

O futebol não é apenas um jogo que se ganha, perde e empata. Como dizem, a história é contada pelos vencedores e alguns, para triunfar, se utilizam de espertezas questionáveis. São aqueles inescrupulosos que, para chegar ao topo, não importam os meios. Essa minoria forma o lado sujo presente no embate esportivo sadio.

Não estou dizendo nada novo. A história comprova que, às vezes, o pacote futebol vem recheado de armadilhas e drogas censuráveis.

Denúncias acontecem e precisam ser provadas. Para isso existem os tribunais. Cabe ao acusador buscar provas e apresentá-las em juízo, de onde virá o veredito final.

O que aconteceu no Adauto Moraes na quarta-feira, dia 10, não é diferente de casos fora da curva, seja numa Copa do Mundo, seja numa partida de campeonato amador de bairro ou liga suburbana.

Sentindo-se prejudicado, o Sport já encaminhou à CBF pedido de vistoria em todas as dependências do local do jogo. Protocolar ou não, a medida do clube pernambucano é correta, busca defender os supostos direitos subtraídos de forma antiesportiva, e é necessário comprovação.

A diretoria da Juazeirense, formada por pessoas dignas, não ficou calada e reagiu divulgando nota de repúdio aos fatos. A defesa de sua honra está em jogo e precisa se manter intacta.

O desenrolar desse processo, na minha opinião, não vai alterar o resultado conquistado pelo time mandante, que deve seguir na competição. No entanto, temo que o simpático estádio Adauto Moraes termine como o grande vilão desse imbróglio. Seu retrospecto em jogos com cobertura nacional já contabiliza três episódios parecidos – dois com a Juazeirense, em 2018, pela mesma Copa do Brasil, contra o Vasco, e agora contra o Sport. Anos antes, em partida da Série C do Brasileiro, o duelo Juazeiro Social Clube e o Corinthians de Alagoas sofreu apagão dos refletores.

É evidente que a octogenária estrutura do nosso Adautão reclama por ajuda há tempos, principalmente no gramado e iluminação. As modestas intervenções do poder municipal, dona do equipamento, servem apenas de paliativo – cala-boca no popular – vez que, na minha visão, não faz parte das prioridades dos nossos administradores equipar a cidade de um estádio à altura da importância do futebol juazeirense.

Com iluminação precária e insegura, gramado plantado com diversas espécies da família das gramíneas, piso irregular e agora com um sistema de aspersores que funciona sem controle, a culpa pelos deprimentes fatos desta quarta-feira irá cair, lamentavelmente, sobre os ombros do nosso glorioso Adauto Moraes, que poderá ser vetado para outras competições, privando o amante do futebol de frequentar a única praça esportiva da cidade.

Carlos Humberto/Jornalista

1 COMENTÁRIO

  1. É uma vergonha o que fizeram, faltando 6 minutos, para o término da partida falta energia, somente no estádio, em uma torre, o goleiro da juazeirense não quis continuar o jogo. Esperaram 25 minutos para o reinício, recomeçam o jogo, cai a energia novamente, somente em alguns refletores, depois de 26 minutos o juiz quis recomeçar o jogo, sem está totalmente solucionado o problema, não poderia, com os jogadores totalmente frios, era um risco sério de contusão. Teve outras ocorrências: o sistema de irrigação foi ligado 2 vezes, o gandula desapareceu junto com as bolas, sendo necessário o jogador do Sport, pular as placas de publicidade, atrás da bola ambulância adentrando no gramado, enfim, tem que ser punido, porque é reincidência.

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