Artigo do leitor: “Petrolina democrática e vida libertária de Teresinha Lima”

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Teresinha, a militante/foto reprodução

Uma vida inteira dedicada às causas políticas em prol de quem mais precisa. Essa é a professora Teresinha de Deus Lima, descrita pelo radialista Marcelo Damasceno, neste artigo.

Com o amigo Dácio Martins/foto reprodução

Confiram:

A dirigente política e social em Petrolina por três décadas, Teresinha de Deus Lima, trabalhadora de origem, proletária  e piauiense desde sua cidade de nascimento, a longínqua Conceição do Canindé até sua busca pela melhor oportunidade na educação e emprego. Desde a adolescência, manifestou-se incomodada com as desigualdades que já percebia  em vésperas de ocaso do regime militar brasileiro prolongado pelo general e pensador dos quartéis brasileiros, competente  bruxo, Golbery do Couto e Silva. Até que irrompesse com uma desconfiável abertura “ lenta e gradual”.

Em Petrolina, no final  dos anos 1970, uma jovem Teresinha Lima,  atenta a esses movimentos, via com interesse a mobilização popular em Petrolina. Os líderes de oposição aos  sucessivos governos da ARENA, sob coordenação da família Coelho, por conseguinte, Walter Lubarino, Rui Amorim, Detinha do Armarinho, Joaquim Florêncio, José Wilson, entre outras campanhas peemedebistas. A regra eleitoral era baseada em Bipartidarismo.

Teresinha  Lima logo viu-se identificada com esse movimento de ruptura aqui em Pernambuco, dirigido  por notáveis “bons de urna”, Marcos Freire, eleito senador em 1974, Jarbas Vasconcelos, quase senador em 1978 (fora derrotado por conta  da providencial soma de votos dos candidatos arenistas, Nilo Coelho e Cid Sampaio, e as legendas um e dois).O médico da ARENA, Nilo Coelho, foi diplomado e empossado senador.

Teresinha Lima, então, integrou-se logo a esse núcleo do MDB –Movimento Democrático Brasileiro, integrado por  petrolinenses, segundo  um militante arenista definia com dardo ferino “mal cabia numa Kombi”, zombava. Teresinha Lima optou por essa “Kombi” já exercendo liderança em várias oportunidades históricas relacionadas às questões agrária, trabalhista, habitacional e das restrições  “ideológicas” no acesso ao serviço público (era pela janela. Não havia concurso).  A precoce dirigente de movimentos sociais  começara então a pagar com “demissões e limitação de oportunidades na vida”. Essa descendente de índios Cariris,  um arquétipo da nossa  gente, etnia cafuza de índios e pretos e alguma pigmentação lusitana.

Teresinha Lima avançou em seu movimento da classe trabalhadora. Juntou-se a outros jovens que simpatizavam essa onda popular. Cícero Romão, Ralph da Folha, Joel do Salão, Maria José. Teresinha integrava esse pioneirismo petista e tornava-se, pela ordem natural das coisas, primeira mulher  presidir uma executiva municipal do PT em Pernambuco.

A “Kombi do MDB” era forçada a abrigar esse “caçula” partidário. Maria José, dedicada dirigente social e dos movimentos do catolicismo socialista, surpreendia. Elegera-se primeira vereadora da legenda. Teresinha, oriunda das mobilizações que “aparentemente não incomodavam”, sedimentava sua trilha de coerência ideológica e do estatuto petista.

Teresinha viu o seu líder nacional , Luís Inácio, virar presidente em 2002 e, em 2006, novo mandato. Na periferia petista também contribuiu para a eleição duas vezes, 2010  e 2014, da economista Dilma Rousseff, presidir a República  Brasileira. Esta, agora  apeada do mandato dado pela população.

Sua organicidade caminha virtual e, na rua, quando é possível, em defesa da “legalidade” promovida elo voto popular e governabilidade amparada pela constituição  e defendida pelos sensatos e  desapegados dessa vaidade de querer mandar sem limites e “sem voto”, diria. Se lhe fosse dada a justa e necessária oportunidade da entrevista em concessões dominadas  pelo crivo partidário e sectarista do “panelaços soçaites”, conchavo surdo e sem autocrítica de tanta fisiologia e golpista.

Marcelo Damasceno/Radialista

2 COMENTÁRIOS

  1. É uma pena que pessoas legitimamente honestas e trabalhadoras, como dona Terezinha, tenham sido enganados por uma quadrilha manipuladora que chegou ao poder e assaltou o país. Existe pessoas boas e honestas nas instituições da classe trabalhadora, e, que essas pessoas sim, representem os excluídos e mais pobres. Parabéns dona Terezinha.

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