Artigo do leitor: “Os diversos desastres do planeta e as encrencas futuras”

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Foto: Nasa

O comendador Alberto de Andrade Silva enviou um artigo a este Blog, em que analisa  os últimos acontecimentos climáticos e tragédias ocorridos no planeta e os impactos que essas mudanças trazem para a humanidade. Neste contexto, ele comenta sobre a relação do Brasil com outros países e a cobiça destes pela Amazônia, deixando um alerta: “O Brasil precisa acordar”. 

Confira:

Basta dar uma olhada na “Bola de Cristal” sobre o que possa acontecer neste planeta no decorrer do século em curso para causar preocupações e medo estarrecedor, principalmente a população jovem e a futura geração.

Dentre os constantes desastres funestos da atualidade, estão incluídos os que foram previstos pelo Ministério da Defesa Britânica, ocorrido no primeiro trimestre do ano 2001, sob o título “Calor e Genética Determinam Guerra do Futuro”, em cuja ocasião os cientistas britânicos também previram outras catástrofes calamitosas até 2030, tais como uma série de tragédias e reviravoltas nos quatro cantos da Terra. O que de fato já está acontecendo.

Observe caro leitor: já estão sendo registradas elevação dos níveis do mar e extensas inundações em regiões costeiras e que estão causando destruições incalculáveis e enormes prejuízos a grande parte dos países de todos os continentes. Consequentemente, a escassez de recursos, acarretada pelas inundações em referência, já está provocando migrações muito acima do normal e que podem jogar uma carga muito pesada nos locais procurados por esses imigrantes, cujas economias já estão sob pressão, inflamando ainda mais as tensões étnicas, culturais ou religiosas existentes.

Igualmente foram previstas guerras químicas e biológicas associadas à prática de terrorismo, quando grupos de criminosos podem adquirir tecnologia de guerra química e biológica, barata e simples, ajudadas por informações na internet. Esses riscos aumentariam antes do final da terceira década, quando países maliciosos terão mísseis balísticos capazes de atingir e destruir nações circunvizinhas, despejando cargas químicas e biológicas e, potencialmente, armas nucleares. Sabe-se, também, que tudo isso já está existindo.

Mais certo do que errado, as referidas previsões do Ministério Britânico, nestas alturas dos diversos acontecimentos, despertaram-me fazer os seguintes comentários sobre a preocupante soberania do poder nacional e as possíveis encrencas do Brasil dos brasileiros, com conhecidos avarentos internacionais que estão de olho nas nossas riquezas naturais. Dentre elas, destaca-se a nossa grande Amazônia, onde estão as maiores reservas hídricas, florestal e mineral do mundo.

O Brasil precisa acordar. Lamentavelmente, dormiu por vários séculos, ignorando todas as piratarias que aconteciam e ainda continuam acontecendo na região amazônica, que até há pouco tempo sabe-se que os governantes brasileiros faziam de conta que não sabiam de nada por estar devendo o que não podiam pagar ao Fundo Monetário Internacional – FMI. Enquanto isso, com algumas exceções, políticos que se dizem representantes do povo e dos interesses da nação, a maioria deles queria, e ainda quer, vender aquilo que envolve a segurança nacional. Como por exemplo o visível interesse de gigantes internacionais por nossas companhias de eletricidade, visando não só a importância da energia elétrica, mas principalmente, por nossas fontes de água doce.

Denúncias de generais nunca faltaram, alertando sobre a vulnerável segurança das extensas fronteiras territoriais da Amazônia brasileira, sou testemunha disto. Em 1995, como integrante do Ciclo de Estudos e Estratégias da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG-MG/T95, em auditório qualificado da ESG-RJ, participei de várias conferências sobre os valores morais e espirituais da nacionalidade, quando naquela época observei uma grande preocupação por parte do alto escalão militar que estava convicto de que em futuro não muito distante poderíamos acordar um dia e ter a triste notícia de que tecnocratas acabaram de vender a Amazônia para pagar as enormes dívidas do Brasil, naquela década, sempre multiplicadas pelo FMI. Essas denúncias, de legítimos patriotas de nossas forças armadas, têm sido em vão e sempre caíram no vazio das administrações precárias sem visão do futuro.

Neste contexto, se o Brasil não acordar, “Não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti”. E por todo povo brasileiro que poderá perder preciosa parte da integridade territorial, a mais cobiçada por conhecidas potências internacionais individualistas.

Alberto de Andrade Silva/Comendador Grã-Cruz da ordem do mérito educação e integração

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