Artigo do leitor: “Kit Gay existiu sim e agora tentam esconder”

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A professora e jornalista Vera Medeiros se posicionou sobre o famigerado ‘Kit Gay’. Para Vera, estão tentando esconder que o kit existiu sim: “estavam colocando meninos pequenos se beijando (meninos com meninos, meninas com meninas), crianças sendo estimuladas à sexualização precoce (o filme era em forma de desenho animado). Foi isso que vimos e reprovamos”.

 Leiam o seu artigo:

Incomoda-me profundamente ver pessoas que nunca acreditaram na bíblia, nunca respeitaram a fé de cristãos utilizarem versículos para condenar escolha de evangélicos e católicos que definiram determinado posicionamento político. Mais triste ainda é ver cristãos evangélicos combatendo a fé de irmãos em nome de ideologias que assumiram abraçar, esquecendo-se de onde vieram e de como são um corpo só.

Se a questão é o tal “Kit Gay” – e acho que os pais e mães têm, sim, o direito de não querer seus filhos pequenos recebendo orientações de gênero -, não se deve combater isso mentindo, dizendo que o tal kit não existiu. Sou prova de que existiu sim.

Utilizei, em 2011, numa aula minha de atualidades para jovens e adultos. Na época, até brinquei dizendo: “trouxe para ver se eu estou ficando velha e ranzinza ou, se, de fato, pesaram a mão neste vídeo para crianças a partir de 6 anos”. Expus o vídeo que tinha baixado da TV Senado, e todos [TODOS] ficaram estarrecidos com o fato de, em vez de educarem as crianças para estas respeitarem o diferente – seja qual fosse esse diferente-, estavam colocando meninos pequenos se beijando (meninos com meninos, meninas com meninas), crianças sendo estimuladas à sexualização precoce (o filme era em forma de desenho animado). Foi isso que vimos e reprovamos. E reprovo como mãe. Gênero e religião discutimos nós, em casa, com os filhos. A escola, em seu papel social, deve ensinar a respeitar, a cuidar, a não agredir por ser diferente.

Então, evangélicos – independente de em quem vote-, têm o direito de se colocar contra a ideologia de gênero para crianças pequenas. Depois de adultos, podem expô-las a debates do que for. Crianças são facilmente induzidas por mentes adultas. Pais e mães têm direito de posicionar-se contra isso.

Infelizmente (ou felizmente) tiraram o vídeo do site do Senado. E, como perdi o HD do computador, não tenho mais o filme. Mas as matérias no link abaixo, que estão na biblioteca digital do Senado (site institucional) explicam bem que a bancada evangélica e a católica conseguiram com que a então presidente Dilma impedisse a distribuição do kit nas escolas públicas.

Então, é melhor parar de dizer que é mentira e parar de agredir cristãos por isso. Melhor usar outro argumento. http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/49972.

Vera Medeiros/Professora

31 COMENTÁRIOS

  1. Suposto Bolsonaro. Você é mais um idiota de carteirinha que habita o Brasil. Eu só quero ver é a choradeira depois. A primeira pessoa de que me lembrarei será você. Se Bolsonaro pensa que vai governar fora do controle dos demais poderes você está muito enganado. O Brasil é um pais insolúvel. A razão é simples: o seu povo é medíocre e hipócrita. Você é um exemplo.

    • Critica o Bolsonaro, mas bate palma pra Dilma (perdeu no senado, ficando em quarto) e Lula (tá preso) né!!
      Se o PT é tão bom pq então não ganha de Bolsonaro que todo mundo falava que era um candidato fácil a ser batido? Hein!?!?
      População cansou… mas vocês petistas preferem viver no mundo da lua… ou do lula… sei la
      E mais: o PT zombou da cara dos brasileiros nessa eleição… achando que iriamos votar no Haddad só pq Lula mandou. Daí voces apresentam o candidato de voces so a 3 semanas da eleição. Genial!

    • Não sei como em pleno ano de 2018 ainda tem gente que acreditam em Deus, um ser mitológico inventado pelo ser humano na época das cavernas. Filosofia deveria ser obrigatório na escola desde o jardim de infância como é na Europa, com isso teríamos menos pessoas para acreditar em papo de religioso.

  2. Com kit gay ou sem kit, quero dizer que o povo brasileiro continuará decepcionado no ano que se segue (2019). A razão é uma só: estão depositando toa a sua confiança em um homem que sequer conseguiu botar ordem em sua casa (Bolsonaro). Se bala resolvesse alguma coisa, Lampião seria a prova disso. A verdade é que o povo está sem opção e falta de opção gera isso. O brasileiro, ateu por natureza, um cristão fingido, continuará a sua rotina de sofrimento no ano que se avizinha, pois esqueceu a palavra que diz maldito o homem que confia no homem. Hoje o deus do Brasil, que era Lula, agora é Bolsonaro. Continuaremos fritos.

  3. (…)Sensação semelhante, de percepção dos próprios limites diante de uma situação que indica maus presságios, eu tive em 2011, no Ministério da Educação, durante a crise do chamado “kit gay”. A história toda, a começar pela expressão preconceituosa, é um exemplo de como uma informação falsa pode ser criada (e deliberadamente mantida) com intenções políticas nefastas – e consequências sociais que reverberam até hoje.

    A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, acertadamente, aprovou uma emenda de bancada ao orçamento, designando recursos para um programa de combate à homofobia nas escolas. O Ministério Público questionou o MEC sobre a liberação da emenda. Só então o MEC entrou na história, solicitando a produção do material a uma ONG especializada. No exato momento em que o material foi entregue para avaliação, eclodiu a crise do “kit gay”.

    Desde o início, quem lia as notícias imaginava que aquela era uma iniciativa do Executivo, quando na verdade a demanda havia sido do MP e do Legislativo. Também se sugeriu que o material estivesse pronto e já distribuído, quando sequer havia sido examinado. Expliquei tudo à imprensa e às bancadas evangélica e católica do Congresso, e o mal-entendido parecia desfeito. Despreocupado, viajei no dia 25 de maio a Fortaleza para receber o título de Cidadão Cearense. Então, durante a minha ausência de Brasília, um material de outro ministério, o da Saúde, foi apresentado como sendo o tal “kit gay” do MEC para as escolas. Esse outro material se destinava à prevenção de DST/Aids e tinha como público-alvo caminhoneiros e profissionais do sexo nas estradas de rodagem – com uma linguagem, portanto, direta e escancarada.

    O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) exibiu em plenário a campanha do Ministério da Saúde dizendo que eu havia mentido no dia anterior e que as escolas de Campos dos Goytacazes, onde a mulher dele, Rosinha Garotinho, era prefeita, já dispunham de exemplares para distribuir aos estudantes. Aquilo virou um caldeirão. Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete da Presidência, me telefonou alarmado. Eu disse: “Gilberto, pare dois segundos para pensar e se acalme. Isso não existe. O material para as escolas ainda está na minha mesa, não há chance de ele ter sido distribuído.”

    Era, evidentemente, uma armação, explicada inúmeras vezes para a imprensa, mas a confusão já estava feita. E a polêmica do “kit gay” – que foi sem nunca ter sido – estendeu-se por meses. Em junho, às vésperas da Marcha pela Família, convocada por grupos religiosos em Brasília, recebi em meu gabinete o senador Magno Malta (PR-ES) para conversar sobre o assunto. Em determinado momento, ele elevou o tom e começou a me ameaçar. Disse que a Marcha ia parar na frente do MEC, que eles iriam me constranger. Mantive o tom calmo que sempre adoto: “Mas, senador, o senhor conhece a história, sabe que não é verdade.” Não adiantou. Percebi, então, que aquilo não era uma questão de argumentos, mas um jogo de forças. E eu disse, também com o tom de voz mais alto: “Então venham. Hoje à noite eu vou rezar um Pai-Nosso e amanhã nós vamos ver qual Deus vai prevalecer, o da mentira ou o da verdade.”

    O senador parou, abriu um sorriso e pegou na minha mão: “Você é um homem de Deus. Se acredita n’Ele, eu acredito em você.”(…)
    https://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

    Uma boa leitura, independentemente de paixões políticas para não reproduzir sensacionalismos. Como professora, sabe muito bem como se operam mecanismos de alienação.

  4. SOU SEU COLEGA DE PROFISSÃO, E TENHO O PROGRAMA BRASIL SEM HOMOFOBIA, QUE É O VERDADEIRO NOME DO PROGRAMA, E JAMIS TEM ESSAS ACUSAÇÃO QUE A SENHORA RELATA.
    o LIVRO, QUE INCLUSIVE TENHO IMPRESSO, FALA NA VERDADE É DA INTOLERÂNCIA, DE COMO O PROFESSOR, DEVE LIDAR COM PESSOAS QUE SÃO DIFERENTES AO OLHOS DA SOCIEDADE, PARA NÃO CRIARMOS PRECONCEITO.
    lamentável VOCÊ COMO PROFESSORA ESTA LEVANTANDO UMA MENTIRA QUE A PRÓPRIA JUSTIÇA JA DECLAROU SER MENTIRA, QUE O CANDIDATO TORTURADOR E FASCISTA DEFENDE.
    LAMENTÁVEL SEUS PALAVRAS..

  5. Texto do professor Valdenir, ótimo para análise.

    Bem, parece que a “irmã” professora faz uma confusão. Ele mesmo afirma que “baixou um filme do sítio do senado”. Ora, o livro existe, (filme, é a primeira vez que vejo tal afirmação) foi publicado, de origem francesa inclusive, salvo engano. Se a professora baixa um filme de um sítio público (no caso o senado) e *coloca em sala de aula, de quem é a responsabilidade?* TB sou professor. Se eu pegar e baixar o filme pornô de um “ator” (agora deputado federal pelo PSL) e passar na saia de aula, de quem é a responsabilidade? Parece-me que isso esclarece esse ponto.

    Outra questão importante (daí ser fake news a notícia do tal kit gay) é que o Estado , através do MEC, *nunca* comprou, distribuiu e colocou em salas de aulas tal livro que existe. Tão afirmação é tão verdadeira que o próprio TSE já proibiu a candidatura do PSL de continuar a divulgar tão mentira! Portanto, creio TB está esclarecido tal ponto.
    Por fim, creio que a opção religiosa é uma opção de cada um, pois cada indivíduo segue aquilo que acredita.

    Agora, na minha humilde opinião é estranho alguém que diz seguir Cristo _(Cristo não foi torturado, defendeu os_ _mais necessitados perdoou assassinos e ladrões e, na cruz , antes de morrer, disse que a_ _pessoa crucificado ao lado de sua cruz, entraria com ele no reino_ _do Céu? Desculpe algum erro bíblico aí, se existir_) defender e pedir votos para alguém claramente mentiroso, que defende torturadores, que prega “fuzilamento ” de adversários, chamá-lo de “cristão”. Tal posição, desses religiosos, diz para mim: _se distancie desses que pregam uma cousa e seguem outra!”_

  6. Parabéns, Professora!

    A prova está no vídeo abaixo: reportagem da TV Record. Mas já sabemos né? Para petista não adianta mostrar, desenhar, dançar, gritar… Você mostra a verdade na cara e ele só consegue acreditar na sua ilusão histérica.

    Vejam:

      • O PT se acostumou tanto a mentir e tentar iludir as pessoas que muitos fecharam os olhos. Basta voce assistir o video que postei e procurar na internet a entrevista de uma representante dos grupos LGBTS, que confirma que esteve com Haddad, e que ele deu para trás depois da repercussão negativa.
        Mas como voces se fazem de cegos, vou nem mais perder meu tempo.

  7. O kit gay é fato! Não adianta esconderem, o Sr. Haddad quis a todo custo implantar essa aberração nas escolas, sob o falso pretexto de combate à homofobia, queriam com isso promover a ideologia de gênero, expondo pobres crianças a uma sexualizacao precoce. Ao custo de muita resistência, foi que o então ministro da educação desistiu de implementar o malfadado kit, mas todos nós sabemos que a ideologia de gênero faz parte da pauta da agenda petista; não só a referida ideologia, mas também a legalização da pedofilia, e a promoção do incesto! Que o digam o Jean Willys e a Érika kokay. Sabemos como é a dissimulação esquerdista nesses periodos eleitorais: Negam tudo o que defendem, para angariar votos de mentes vulneráveis, que acreditam nessas mentiras. Quem é anti cristão vai até para a igreja comer a hóstia, vale tudo para enganar e assumir o poder. Mas graças à providência divina, hoje existem as redes sociais e a internet desnudando toda a farsa e escancarando a verdade! Todavia para alguns funciona o seguinte brocardo: “Me engana que eu gosto”

  8. Acho que o quê falamos no fringir dos ovos é do respeito a família. Se existiu esse kit, não é para veicular, criança não tem que saber disso, a não ser no seu vedadeiro tempo. E se não existiu ótimo, pais e mães de famílias não fazem questão em tê-los.

  9. Concordo plenamente com o Francisco, o povo brasileiro é hipócrita por natureza… há racinha de terceiro mundo. Votam por instinto, não pesquisam a vida pregressa de cada candidato. Com certeza milhares, nunca ouviram nem falar na famigerada Ditadura Militar, onde centenas de brasileiros eram massacrados como gado em matadouro. O povo não sacou ainda que os Generais da ativa do Exercito, jamais vai deixar um aloprado tipo Bolsonaro no poder por muito tempo. Já servir o Exercito conheço o sistema e jamais Generais assumira ordem de Capitão mesmo sendo o Presidente.

  10. FINALMENTE UMA PROFESSORA QUE NÃO É ALIENADA PELA ESQUERDA. VÊ-SE PELOS AGRESSIVOS COMENTÁRIOS QUE TOLERÂNCIA NÃO É O FORTE DOS ROBÔS DE PAULO FREIRE, AQUELE COMUNISTA RIDÍCULO QUE DOUTRINA A PIOR GERAÇÃO DE PROFESSORES DO BRASIL EM TODOS OS TEMPOS. Parabéns professora! !!

  11. Quem escreveu esse texto foi Zé Carlos Medeiros muito pobre, tendencioso e mentiroso, o tse mandou retirar propaganda da página de Bolsonaro em relação ao kit gay por se tratar de fake news

  12. Quem sabe a professora agora consegue algum cargo para empregar a família? Motivo pelo qual odeia a esquerda: nunca ter conseguido uma boquinha nos governos de Juazeiro BA, sua terra.

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