Artigo do leitor: “90 anos sem Dom Malan”

por Carlos Britto // 28 de outubro de 2021 às 21:20

Foto: reprodução

No dia 28 de outubro de 1931, morria um dos maiores nomes da história de Petrolina – o primeiro bispo diocesano, Dom Antônio Maria Malan. Neste artigo, o leitor Carlos Malan Júnior destaca a trajetória de Dom Malan.

Boa leitura:

Há 90 anos, Dom Antônio Maria Malan, que, por desígnio de Deus, foi o primeiro bispo diocesano de Petrolina, era chamado à Casa Paterna!

O jovem Malan tinha somente o curso primário quando, aos 20 anos, conheceu São João Bosco. O encontro se deu numa missa, de forma mística.

Um quadro de Nossa Senhora Auxiliadora estava tomado em chamas, mas o fogo não o consumia. Antes, as chamas saíam do quadro e adornavam a cabeça de Antônio Malan, fazendo como que uma auréola de santidade. Dom Bosco ficou estupefato ao presenciar aquela cena e, de imediato, sabia que aquele jovem seria um gigante.

E para ser gigante, veio para  o Novo Continente, passando por um período de formação no Uruguai, antes de vir para o Brasil.

O então padre Antônio Malan assume as missões salesianas do Mato Grosso, tendo erguido escolas, enfermarias, observatórios meteorológicos, igrejas…Mas a principal atuação foi na catequização dos índios Bororós. Pelo trabalho desenvolvido é elevado ao episcopado, em 1914.

É somente em 1924 que ele chega a Petrolina e, em somente 7 anos, mostra a que vinha.

Tirou a cidade da penumbra, inaugurando a energia elétrica. Tirou a cidade da ignorância, fundando dois colégios. Fez a população ser assistida, erguendo um hospital. E fortaleceu a fé do seu povo, dando a mais bela obra arquitetônica já erguida até hoje por essas paragens, a suntuosa catedral.

Após participar da inauguração do Cristo Redentor, viaja para São Paulo e é internado com pneumonia, não resistindo, e se entregando ao Divino Criador no dia 28 de outubro de 1931.

Seu mausoléu é a própria catedral por ele erguida. O nome de Dom Malan figura no hino da cidade, numa praça, num bairro, numa escola, numa comenda… E que Petrolina sempre o ovacione, fazendo imorredoura a sagrada memória do seu maior benfeitor!

Carlos Malan Júnior/Leitor

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