Após homem ser atingido por reboque de moto e morrer em Juazeiro, moradores questionam regularização do equipamento

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(Foto: Reprodução)

É comum em diversas cidades do país o uso de reboques, semi-reboques ou ‘carretinhas’ em motocicletas. Mas em Juazeiro (BA), um caso envolvendo a morte de um borracheiro chamou a atenção para a regularização do equipamento. A tragédia aconteceu no último dia 16, no bairro Alto da Maravilha, quando o reboque de uma moto teria se soltado e atingido a cabeça da vítima, que estava agachada fazendo o conserto de uma ambulância e morreu na hora.

O Blog não foi informado se o condutor da motocicleta foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimento, mas muitos leitores enviaram questionamentos quanto à liberação desse tipo de equipamento. Muitos dizem achar perigoso, mas outros nem tanto. O fato é que qualquer equipamento desse tipo precisa de uma liberação e também de fiscalização, e foi exatamente isso que questionamos a assessoria de comunicação da Prefeitura.

Em nota, a Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT) informou que os reboques e semi-reboques precisam do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) e emplacamento para poderem circular. Estes procedimentos são realizados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Quanto à fiscalização, a CSTT ressalta que uma resolução (nº 273/2008) do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) diz que motocicletas e motonetas dotadas de motor de 120 centímetros cúbicos (cm³) poderão tracionar semi-reboques especialmente projetados para este tipo de veículo e homologados pelo órgão competente (Detran).

A resolução ainda diz ser necessário também que os semi-reboques possuam para-choques traseiro, para-lamas, lanternas, freio de serviço, protetores das rodas traseiras e faixas reflexivas traseiras e laterais. “O condutor que descumprir esta norma poderá ser penalizado conforme o inciso X do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e a retenção do veículo para regularização”, reforça.

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