Músicos de Petrolina enviaram uma carta aberta ao Blog em tom de desabafo e denúncia. O grupo exige o cumprimento da legislação municipal que garante a participação da prata da casa em eventos públicos, mas o cenário relatado é de exclusão. Segundo os artistas, eles são “solenemente esquecidos” na montagem da grade do São João, a maior festa da cidade. Mais grave ainda é a denúncia de retaliação: quem levanta a voz contra o descaso estaria sofrendo perseguições políticas, resultando em “vetos” em futuras contratações. Até quando o talento local será tratado como detalhe ou ameaça?
Confiram o manifesto dos artistas:
Carta Aberta à Gestão Municipal: O Silenciamento dos Artistas de Petrolina
Prezado Carlos Britto,
Nós, artistas da música de Petrolina, recorremos a este espaço para manifestar nossa profunda indignação com a postura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em relação à organização do São João.
Questionamos: por que a Lei Municipal (autoria da vereadora Maria Elena) está sendo ignorada? A legislação é clara ao determinar que 50% das contratações em eventos públicos sejam de artistas locais e que 30% do orçamento seja destinado ao pagamento desses profissionais. No entanto, o que vemos na prática é uma gestão que dá as costas para o patrimônio cultural da nossa terra.
A Sedetur não apenas descumpre a lei, como impõe condições humilhantes quando decide contratar algum músico da região.
• Cachês Irrisórios: Valores que sequer cobrem as despesas operacionais e técnicas de uma banda.
• Exclusão da grade principal: Somos marginalizados no maior evento turístico e econômico da nossa cidade.
• Prática de Retaliação: O ponto mais alarmante é o cerceamento da liberdade de expressão. Aqueles que ousam cobrar seus direitos relatam sofrer perseguições e “listas negras”, sendo excluídos de futuros editais e eventos.
Petrolina não pode ser apenas vitrine para artistas de fora enquanto o artista local é abandonado. Diante disso, pedimos que o prefeito Simão Durando possa ser mais sensível ao pleito e a tomar providências imediatas. A Sedetur precisa entender que cumprir a lei não é um favor, é um dever. Justiça e respeito é o que exigimos.
Atenciosamente,
Músicos de Petrolina (Em busca de respeito e legalidade)


