Crise no São João do Vale: Tayrone é cortado pelo 2º ano consecutivo e desmente prefeitura

por Carlos Britto // 12 de maio de 2026 às 09:21

Foto: reprodução

A organização do São João do Vale, em Petrolina, está novamente no centro de uma polêmica que expõe a fragilidade da sua gestão. Pelo segundo ano consecutivo, a coordenação da festa cancelou a apresentação do cantor Tayrone Cigano, gerando uma crise de imagem para a prefeitura e levantando sérias suspeitas sobre os critérios adotados nos bastidores do evento.

O anúncio do cancelamento ocorreu após o artista já ter sido confirmado na grade oficial, o que pegou fãs e produtores de surpresa. Visivelmente abalado, Tayrone gravou um vídeo que rapidamente viralizou através do Instagram do Blog do Carlos Britto. No desabafo, o cantor questionou a postura da organização e a falta de profissionalismo no trato do contrato.

Por que um contrato padrão que serve para o Brasil inteiro não serve para Petrolina? Me pediram coisas totalmente fora do padrão“, questionou o cantor no vídeo.

A situação descambou para um confronto público quando o secretário de Eventos de Petrolina, Giovanni Costa, publicou um vídeo tentando justificar o ocorrido. Costa afirmou ter conversado pessoalmente com Tayrone para explicar os motivos técnicos e administrativos do cancelamento. No entanto, a tentativa de “panos quentes” foi duramente rebatida pelo próprio artista.

Desmentido público

Nos comentários da publicação do secretário, Tayrone não poupou palavras: “Fale a verdade! Eu nunca falei com você“, disparou o cantor, expondo uma suposta tentativa da gestão municipal de manipular os fatos perante a opinião pública.

A equipe de produção de Tayrone também se manifestou. Profissionais da empresa que gerencia a carreira do artista reforçaram que trabalham 100% documentados, seguindo rigorosamente todas as legislações e normas vigentes no mercado de entretenimento nacional, o que torna as supostas exigências da prefeitura de Petrolina ainda mais nebulosas.

Para a comunidade e os observadores políticos locais, o episódio cheira a amadorismo e falta de transparência. A recorrência do problema — sendo este o segundo ano que o artista é cortado — levanta o questionamento: o que realmente acontece nas reuniões de coordenação do São João do Vale?

Enquanto a prefeitura tenta se explicar, o público exige respostas claras. O São João é o maior patrimônio cultural da região e não pode ficar à mercê de decisões descritas como estranhíssimas e “atabalhoadas”. A verdade sobre os contratos e as exigências “fora do padrão” precisam vir à tona.

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